Bnei Anussim com Genealogia


Neste post voce lerah o testemunho de cinco bnei anussim que possuem genealogia documental confirmadas pela CIL e governo de Portugal.


A CIL (Comunidade Israelita de Lisboa), eh uma organizacao que verifica se a genealogia documental eviada por descendentes de bnei anussim que pedem a cidadania portuguesa eh verdadeira.


Centenas de brasileiros jah deram entrada em seu pedido de cidadania portuguesa, ateh agora , 39 a receberam.


No grupo de Facebook chamado Genealogia Anussim, tive o grande prazer de conhecer alguns destes brasileiros que tiveram seus pedidos de cidadania aprovados pela CIL.


Neste post, 3 mulheres e 2 homens que possuem genealogia documental concordaram em dividir conosco um pouco de suas historias, experiencias de jornada genealogica, assim como planos futuros. O ultimo testemunho eh o do Sr. Arruda que conseguiu trilhar a LINHA MATERNA JUDAICA.



Quem pode fazer Genealogia?

Os fortes e persistentes.


Fazer uma genealogia documental eh como entrar em uma festa em que nao fomos convidados. As informacos contidas nos documentos tem 50% de chance de satisfazer nossa curiosidade de forma positiva, assim como tem 50% de chances de nos traumatizar para o resto da vida.


Alem de cristaos novos, a Inquisicao tambem prendeu cristaos velhos e escravos acusados de pedofilia, homossexualidade, feiticaria, poligamia... entao... saber que um de seus antepassados foi vitima da Inquisicao nao determina que ele foi necessariamente cristao novo...


Se voce tem maturidade para lidar com a realidade, seja ela qual for, vah em frente.


Com exame de DNA (nao eh valido para receber o certificado da CIL, que isso fique bem claro) eh ainda pior, pois... algumas pessoas descobrem adulterio na familia... tipo... um filho e seu pai fazem o exame de DNA... ai no resultado, consta que filho e pai nao sao 'matches' (parentes)... well... mamae, hora de fugir pras colinas. Adulterio e adocoes secretas podem ser informacoes traumatizantes para os coracoes mais sensiveis.


Por isso eu repito: vascular o passado eh como entrar em um festa onde nao fomos convidados. Voce tem que estar preparado para TUDO.


Felizmente, no caso dos amigos que decidiram dividir suas experiencias neste post, as expectativas foram fieis aos resultados e eles conseguiram provar por a + b que realmente descendem dos judeus que foram forcados a se converter ao Cristianismo.


O mais intrigante entre os bnei anussim brasileiros que possuem genealogia documental eh que sao todos "primos"... todos eles possuem parentes em comum. Realmente fascinante.

O Sr. Cesar Machado, que nos conceceu seu testemunho sobre genealogia vende uma apostila que jah tem ajudado a muita gente a desvendar os "caminhos das pedras". Voce pode adquiri-la pelo site:

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-740611307-apostila-genealogia-e-cidadania-portuguesa-judaica-_JM

Vamos conhecer algumas pessoas que possuem um historico super interessante:

Carmen Nogueira


Comecei a fazer genealogia por curiosidade, em 2008. Sempre gostei de ir atrás dos “porquês”: quem eram meus ancestrais? Nunca imaginei que descendia de cristãos novos. Apenas tinha a certeza, por conta de sobrenomes portugueses na família paterna e materna, que ancestrais teriam saído de Portugal para o Brasil. Sou de famílias antigas do Brasil, dos Estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A maioria dos antepassados chegou por aqui antes do séc. XIX da era comum. Com a ajuda de meu filho na parte documental, certidões de batismo, casamento, óbitos e documentos variados, a nossa árvore familiar foi subindo, subindo... Nessa viagem fantástica, vieram descobertas surpreendentes para nós: meus pais descendiam de vários cristãos novos vindos ao Brasil no tempo da inquisição, que durou até 1821. Descendo de alguns cristãos novos conhecidos. Entre eles, o último rabino da Espanha antes da inquisição, Abraham Sênior. A família se mudou para Portugal após o falecimento dele (faleceu aos 80 anos, em 1493). As provas documentais revelaram que minha avó materna descendia de três filhos do rabino Abraham Sênior: David Sênior (o primogênito), Constança Coronel e João Peres Coronel. Por várias gerações, houve casamentos entre aparentados. Minha avó dizia que seus pais, o almirante médico baiano Luís, casado com a gaúcha Luísa, eram primos, mas nunca disse qual a origem daquele parentesco.

A genealogia provou que minha avó estava certa: seus pais, mesmo separados por milhares de quilômetros, Bahia e Rio Grande do Sul, eram primos por descenderem de dois filhos do rabino Avraham Sênior, numa ligação familiar de séculos. Concluímos que minha avó sabia da ascendência judaica da família, mas omitiu isso de nós. Pela minha avó materna, sou prima de um dos fundadores da Sinagoga do Recife, David Sênior Coronel, primeiro tesoureiro, que doou o terreno e ajudou na construção da famosa esnoga, a primeira da América: ele também descendia do rabino Abraham Sênior, por parte do filho mais novo, do ramo familiar que foi de Portugal para a Holanda. Mais uma descoberta fantástica: descendo do último Tabelião da Comuna Judaica de Lisboa antes da inquisição, Iossef Caro, possivelmente parente do famoso judeu cabalista de nome igual, que assim como meu ancestral, viveu em Lisboa no tempo da inquisição (o ramo do famoso religioso foi para a Turquia, para se ver livre da perseguição religiosa do Santo Ofício). Na conversão forçada em 1497, em que foram proibidos nomes judaicos, o Tabelião Iossef Caro adotou o nome de Tristão Duarte. Passou a ser um conhecido navegador, pois a inquisição acabou com todas as judiarias. não sendo mais possível exercer seu ofício de Tabelião pelo fechamento da Comuna Judaica de Lisboa. Nunca fomos católicos praticantes. Meus pais só compareciam em igreja para casamentos e missas de falecimento de algum parente ou amigo. Minha mãe sequer fez a “primeira comunhão”, nem eu. Para mim, sempre foi constrangedor ir à igreja, porque nunca soube acompanhar as missas... Mas tanto minha avó, como meus pais, eram pessoas de fé, não eram ateus; apenas tinham cisma com padres e igreja.

Descobri que vários costumes familiares tem origem judaica, entre eles, cito alguns: somente comer peixes com escamas; frango, tinha que ser degolado com o sangue recolhido numa vasilha (quando criança, vi minha avó materna ensinando a empregada a matar o frango assim); proibição de comer ovo com mancha de sangue; legumes refogados no azeite; muita cebola. Túmulos sem imagens e sem estátuas. Sempre achei isso estranho. Desde pequena eu pensava: por que os outros túmulos tinham retratos, estátuas, e o nosso não? Não era por falta de recursos. Nunca houve sequer menção a isso. Não havia intenção de enfeitar túmulos. Por falar em cemitério, tinha que lavar as mãos assim que saísse de lá, assim como tomar banho e lavar as roupas, por sem ambiente impuro, “contaminado”. Entre vários costumes, o luto prolongado por vários meses, ao contrário dos conhecidos, enlutados por até 30 dias. Minha mãe condenava o costume que “virou moda”, de cremação. Ela me fez jurar que nunca cremaria seu corpo nem doaria seus órgãos, pelo costume familiar da crença na “ressurreição dos mortos.” Sei que não é “politicamente correto” isso de negar doação de órgãos, mas minha família sempre teve um lado místico muito forte. Por falar em religião, embora minha família não fosse católica praticante, sempre teve bíblia em casa, mas somente líamos e comentávamos o “Antigo Testamento”. Nunca vi ninguém estudar ou sequer comentar trechos dos evangelhos cristãos, o “Novo Testamento”. Minha avó materna costumava contar histórias bíblicas para eu dormir, entre outras, a de Sansão, Jonas e a baleia (eu achava bem estranha a história do homem engolido pela baleia rs). Ela tinha o costume de abençoar com as mãos na cabeça e depois passando pelo rosto. Quando espirrava, ao contrário das outras pessoas, minha avó materna não dizia “Saúde!”, mas “Deus Te Crie!” Algo proibido por ela, era comer na rua, porque “comer na rua é coisa de cão!” Recordo que ela ensinou que o melhor horário para se rezar era ao amanhecer e à meia noite. Essas coisas, assim como outros costumes “diferentes”, soube que são de origem judaica. Fiz a genealogia de ambos os lados, paterno e materno, mas foquei mais no lado matrilinear, que tem origem na Ilha do Faial, Açores, Portugal. Minha avó materna descendia, pelo lado materno, de um dos “casais DelREy”, que vieram para o sul do Brasil no séc. XVIII da era comum. A origem do nome Porto Alegre, era “Porto de Casais”, por conta dos imigrantes açorianos pioneiros no sul do país. Conta a tradição oral, que a maioria dos casais imigrantes açorianos que desbravaram o sul do Brasil, eram cristãos novos. Isto é mencionado em alguns livros, inclusive o fato de ter existido na antiga Ilha do Desterro, atual Estado de Santa Catarina, o único “Partido Judeu” que existiu no Brasil, de feitio liberal, criado pelos açorianos pioneiros do Sul, que disputava as eleições com o “Partido Cristão”, que era conservador e dirigido por padres jesuítas. Tenho indícios que minha ancestral açoriana matrilinear, dos casais açorianos pioneiros do Sul, era de origem judaica: casamentos entre aparentados das mesmas famílias por gerações, antepassada açoriana enterrada com mortalha branca, o que era exceção, não era costume local: Pesquisei centenas de registros de óbitos de mulheres açorianas e encontrei menos de 10, cerca de 6 mulheres enterradas na região com mortalha branca, sendo uma minha ancestral e uma prima. Finalizada a genealogia, para complementar a pesquisa, fiz teste mtDNA, que é um teste de DNA que dá a origem geográfica e primos pelo lado matrilinear, ou seja, primos pelo lado materno. Embora um teste de DNA por si não prove nada, a não ser por exclusão (se ancestral materna foi índia, não era judia), o resultado foi DNA europeu com origem no Oriente Médio. Entre os primos que compartilham a mesma origem matrilinear, alguns de famílias judias conhecidas. Com a genealogia pronta e documentada, eu e meu filho obtivemos em 2016 o Certificado de Origem Sefaradita emitido pela Comunidade Israelita de Lisboa – CIL, documento histórico valioso, que nos dá o direito à cidadania sefaradita portuguesa, concedido a todos os judeus e descendentes de judeus portugueses do tempo da inquisição. Para divulgar nossa história e preservá-la, escrevi o livro “O Rabino Oculto – a saga de uma família de origem judaica”, à venda no site do Clube de Autores. Com a valiosa ajuda de meu filho, criamos no Facebook o grupo “Genealogia Anussim”, de genealogia das famílias dos forçados à inquisição, que conta com mais de 4.000 membros do Brasil e exterior. Até o momento, 18 famílias de membros do grupo “Genealogia Anussim” conseguiram provar a origem judaica, e obtiveram Certificado de Origem Sefaradita pela Comunidade Israelita de Lisboa – CIL. Considerando o grande número de cristãos novos vindos ao Brasil durante a inquisição, há milhões de brasileiros que desconhecem sua origem sefaradita portuguesa; essa descoberta é possível, porque a maioria dos livros antigos de registros paroquiais está digitalizada e disponível para consulta pela internet, assim como os arquivos da inquisição encontram-se disponíveis para consulta “on line” no site da Torre do Tombo, Portugal. Recomendo a todos fazerem a genealogia: o que aconteceu em séculos de história familiar até nós, é uma experiência única: um tesouro que não tem preço.



Eleonora Fonseca

Cresci ouvindo minha mãe, Zilda Monteiro Fonseca, dizendo que descendíamos de cristãos novos e que os mesmos, no passado, tinham dois nomes: o nome de dentro e o nome de fora. Ela nunca se referia a judeus, mas a “cristão novo”. Sempre buscava os mais velhos para conversar, saber as histórias do passado, ao encontro de fotografias, documentos, memórias. Ia guardando o material recolhido, pesquisando em bibliotecas, em cartórios, não perdia uma oportunidade para ir atrás das origens familiares.

Quando se aposentou pode se entregar inteiramente ao que verdadeiramente gostava – genealogia, história – e dedicou os últimos 25 anos de sua vida a este trabalho.

Nossa família era um pouco diferente das demais, mas não posso afirmar que nossos hábitos e costumes estivessem diretamente ligados à uma ascendência judaica; no nordeste houve muita assimilação. Então ditados populares, alguns costumes, mesmo sabidamente de origem judaica, eram generalizados.

As mulheres em nossa família ocuparam um lugar de destaque, foram, de maneira geral, mulheres além de seu tempo. Estudavam, liam, tocavam piano, pintavam, administravam os negócios , não apenas na ausência de marido e filhos. A longevidade feminina também foi uma característica da família.

As histórias de Brites Mendes de Vasconcelos, de Branca Dias e de Jerônima de Almeida eram permanentemente recontadas: a criança que foi entregue a parentes para ser salva da inquisição; a mulher pioneira que ensinava a outras mulheres e era portadora das tradições e a mulher valente capaz de enfrentar a Maurício de Nassau para defesa própria e de sua família.

Mas não apenas as histórias delas, também, entre outras, a de Maria Mello por enfrentar valores sociais e desposar um soldado alemão protestante – Caspar von Neuhoff van der Ley - ; a Baronesa de Gravatá – Maria Tranquilina Themudo que sobressaiu-se pelo medo de doenças que a levou a permanecer analfabeta, a não viajar, jamais deixando o engenho, mas nem por isso era uma mulher fraca.

Administrava com rigor e zelo a casa grande, os serviçais, portava um enorme molhe de chaves que a permitia manter controle sobre mantimentos e reservas. A despensa do Engenho Gravatá era famosa por seus mantimentos vindos de Portugal.

Minha avó Julita, viúva de médico da saúde pública aos 35 anos, com 2 filhos pequenos, montou atelier de alta costura, construiu com recursos próprios sua casa na cidade, administrou terras que herdou do marido, formou seus dois filhos; meu tio dentista, minha mãe contadora.

A religiosidade era peculiar pois éramos “católicos” de aparência. Enquanto fui criança meus pais nos levavam à missa aos domingos, mas antes era escolhida onde tivesse a que o padre fosse mais rápido. Assim não tínhamos, como as outras famílias, um vínculo com paróquias ou sacerdotes. Quando entrei na adolescência deixamos de ir a missas.

A mãe e irmãs de meu pai eram bastante católicas, com vínculo com a paróquia onde moravam. Minha mãe se referia a elas como “beatas” e não nos era permitido uma convivência estreita, apenas algumas visitas acompanhada por ela.

Ali predominou a influência dos Monteiro da Cruz, vindos de Azurara, na pessoa de meu trisavô Joaquim Monteiro da Cruz e sua esposa, também portuguesa Rita Ferreira Monteiro da Cruz, católicos praticantes e fervorosos. Toda a ascendência conhecida restante de meu pai, era de origem judaica ou cristã nova.

Entretanto, minha avó materna, que morava em nossa casa, além de administrar a cozinha fazendo o pão, as massas, o pão de ló e sobremesas, rezava bastante, todos os dias ao amanhecer e antes de dormir; escrevia orações que pregava atrás das portas, outras ela escondia em saquinhos para levarmos nas bolsas ou presas em nossas roupas. Era a conselheira de toda a família, sendo muito procurada por sobrinhas e parentes.

Todos os dias antes dos afazeres lia o jornal, no meio da manhã tomava banho e se arrumava, sempre usando meias finas, sapatos fechados, blusas de mangas, saias longas. Só usava cores sóbrias, azul marinho, cinza, preto, branco. Depois de certa idade passou a usar um turbante na cabeça e uma estola sobre os ombros.

Na sala da frente de nossa casa havia um tripé sobre um console com uma bíblia permanentemente aberta nos salmos 90 e 91. Havia no andar superior, no hall dos quartos, um nicho na parede onde velas eram acesas. Durante o período de páscoa jejuns eram feitos durante várias semanas, e também abstinência. Eu e minha irmã não fazíamos jejuns, comíamos frutas e pães. Eu não entendia bem porque, pois não éramos católicos para tanto jejum.

Também nesse período, em especial, era costume visitar todos os idosos da família.

As viúvas desamparadas eram recebidas a cada dia da semana em uma casa da nossa família para o almoço. Assim também os viúvos sem filhos.

Ainda no andar superior, no hall do acendimento das velas, havia uma grande estante de livros com portas de correr. Um lado ficava sempre fechado à chave, eram os livros “proibidos”.

A vida familiar acontecia nos fundos da casa, a parte da frente era reservada a visitas. Minha mãe não gostava de muita amizade com vizinhos, apenas cordialidade, mas sem abrir a nossa casa para estranhos. A convivência era praticamente só com familiares. A mim, criança, só era permitido brincar com primos.

Havia proibição de falar com estranhos, beber água e comer em casas que não fossem de parentes próximos.

Usava-se dar esmolas quase todos os dias mas só até o entardecer, jamais depois dessa hora, jamais negar água, lavar as mãos sempre que vinha da rua ou pegasse em dinheiro, lavar as mãos antes das refeições, lavar os pés antes de dormir.

Dentre hábitos comuns no nordeste, mantínhamos alguns como: não apontar estrelas – diziam que iria nascer verrugas - apenas comer peixes de escamas, (de couro diziam era remoso) faxinar a casa na sexta feira, sempre da sala da frente para os fundos, trocar roupa de cama e toalhas também na sexta feira; vasilhas separadas para ferver leite e ferver água; as camas não podiam ser posicionadas para a porta da rua, as portas dos armários deveriam permanecer sempre fechadas. Qualquer mal estar necessitava repouso e canja de galinha.

O abate da galinha era um verdadeiro ritual onde se usavam vasilhas brancas e panos brancos. A faca era amolada, verificado o seu fio na unha, a galinha era deitada presa sobre a perna, antes do corte no pescoço era dita uma oração; após o corte três gotas eram depositadas na areia e cobertas, o resto sangrado era aparado na vasilha branca.

O caldeirão já estava no fogão com água a ferver. Conversando esta semana com meu filho, contando estas tradições, ele me falou lembrar de ainda ter presenciado em criança, em casa de minha mãe, esse “ritual” do abate da galinha .

A volta do cemitério sempre era traumática, envolta em muito alvoroço para deixar os sapatos e meias fora da casa, ir rápido para o banho levando as roupas para serem lavadas. Diziam que cemitério era “impuro”, local de muitas doenças. O tumulo da família não possui imagens, fotos ou cruzes.

Intrigante era o fato de minha mãe não gostar da cor amarela, que não era usada em nossas roupas. Ela argumentava que amarelo só ficava bem em pessoas morenas. Quando enviuvou minha mãe só se vestiu de preto durante um ano. No segundo ano foi permitindo a entrada de branco e cinza.