Porque Reclamei do ventura

Na sexta-feira, 26/07/19, fiz uma série de reclamações sobre o ventura, exibindo um trecho de um vídeo onde ele diz que Rabinos da Polônia que não aceitam seus “anussim” (entre aspas porque nem todos que se dizem ser, realmente o são) deveriam voltar para Auschwitz para que sentissem o cheiro das cinzas dos que ali foram mortos.


No mesmo vídeo ele disse que judeus sírios deveriam votar para a Síria e russos, para a Rússia, e (mais uma vez, de forma burra, para o horror de qualquer fonoaudiólogo) reclama de judeus estrangeiros que moram no Brasil e possuem sotaque, esquecendo-se que o mesmo fenômeno acontece com qualquer pessoa que se muda para outro país.


Neste link você pode ver o vídeo dele completo, a parte que ele se mostra xenófobo, faz comentários antissemitas e banaliza o Holocausto, deixando claro que àqueles que não aprovam suas medidas deveriam ser enviados ao maior campo de morte da história da humanidade, Auschwitz, para sentir o cheiro das cinzas de seus antepassados. Trecho do vídeo a partir de 1h57m:


https://www.facebook.com/sinagogasemfronteiras/videos/2430775010478072/




Há tanta coisa errada nesse vídeo... mas me ative somente a parte xenófoba e antissemita, que gera e aumenta o ódio da população não judia contra judeus brasileiros. NADA justifica desejar que pessoas VOLTEM a Auschwitz. Nada. O fato de que indivíduos isolados não gostem de minha pessoa, não aprovem minhas atitudes e não me aceitem em suas comunidades não justifica mencionar o Holocausto desta maneira desrespeitosa, barata e sádica, mandando que muitos ali voltem para sentir o cheiro das cinzas de seus antepassados. Não passo a mão na cabeça de uma parcela da comunidade judaica paulistana, pois há muita coisa que precisa ser corrigida na mesma, mas NADA justifica o que ventura disse em público, ensinando os seus seguidores a repetirem suas frases, com desrespeito e ódio.


A quem não sabe o que é XENOFOBIA: “A xenofobia é o nome que utilizamos em referência ao sentimento de hostilidade e ódio manifestado contra pessoas por elas serem estrangeiras (ou por serem enxergadas como estrangeiras).” https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/xenofobia.html



Meu ato repentino, de ter feito um post reclamando dessa menção a Auschwitz na minha página de FB Vida Prática Judaica, causou contra-indicações: assustou amigos que cultivei nestes 4 anos de blog, assim como deixou pessoas que são novas na minha página, ou que a acompanham em silêncio, confusas.




Por quê fiz isso? O primeiro motivo foi banal, fiz apenas para dar ao feiticeiro o gosto de seu próprio veneno. Uma pessoa me mandou a seguinte foto postada abaixo, aí eu pensei "caracas...o cara já amanhece plantando discórdia, vou dar ao feiticeiro um pouco de seu próprio veneno":


Na sexta-feira - 26/07/19, às 7:55 da manhã, ventura postou isso:


Eu queria saber o que o cantor breslov Nissim acharia de ter a foto dele exposta num post tão contrário ao que ele, Nissim, acredita e ensina.


Em uma pura e simples manifestação de ódio, ele dá a ideia de que há "alguém" ou "líderes da cúpula" que ele tanto reclama indo atrás dos "anussim", perturbando-os.


Na verdade ninguem vai atrás dos anussim dele. Não há nenhuma carta de rabino nenhum do Brasil (ou do exterior) dirigida a nenhuma comunidade anussita, desejando seu fechamento ou destruição. Comunidades que existiam há décadas continuam existindo. A tal "cúpula" não ajuda, mas também não fecha nenhuma comunidade anussita.


Aí, como sempre, ventura parte pra tática de jogar alguém em baixo do ônibus para que ele possa ser visto como único justo e benevolente do universo.


Nesse caso, acusa a comunidade judaica - como um todo - de acobertar "dos que estupram seus próprios filhos e torturam crianças". Sorry? Quantos pedófilos culpados de incesto ele está mencionando exatamente? A impressão que ele dá ao mundo é que a comunidade judaica está infestada deles, quando na VERDADE (pois tenho 99,9% de certeza que ele se refere a um caso que saiu num site em espanhol recentemente) a acusação dele se refere a UM único caso, que corre sobre segredo de Justiça porque ainda está sob INVESTIGAÇÃO. Então não sei exatamente o que ventura espera que a comunidade judaica brasileira faça com um acusado que ainda não recebeu julgamento. Se a Justiça brasileira o condenar, o caso se tornará de conhecimento público e o acusado sofrerá as consequências previstas por lei.


Aí ele parte pra fanfic de que alguém lhe enviou um "recado"...em primeiro lugar, se tal "recado" existiu mesmo (pois pode ser mentira/exagero dele, o tal "opositor" LIGOU diretamente pro ventura? Ou será que alguém, uma terceira pessoa contou ao ventura tal "recado"? E como saber se essa terceira pessoa não mentiu ou exagerou?) e foi transmitido de forma privada ao ventura, tal recado (que não trará nada de construtivo a ninguém e se torna apenas uma mensagem com propósito de aumentar a discórdia) halachicamente não deveria ser transmitida ao PÚBLICO NÃO JUDEU, pois ela cria e aumenta o ódio contra judeus, o que ele fez é chamado no Judaísmo de RECHILUT.


RECHILUT: informar a um indivíduo de algo negativo que outra pessoa disse ou fez, causando adversidade entre quem ouve e a pessoa que falou, ou fere a integridade da pessoa que falou. Em resumo: uma fofoca com único objetivo de causar o mal estar entre todas as partes, sem nenhum propósito construtivo.


E no final escreveu que os lacaios "destes srs." (quais senhores, exatamente?) fariam posts e vídeos sobre o "amor a diversidade"...esse linguajar me lembrou qdo ventura e attar tiraram fotos juntos, abraçados como irmãos na Av. Paulista e attar escreveu que quem reclamasse do fato de terem feito as pazes, era anti-semita. A amizade entre os dois não durou mais que algumas semanas.


Essas táticas de manipulação barata intimidam e controlam inocentes que ainda caem nestes truques.


Se algum "lacaio", que é quem ele chama a outros judeus que fazem vídeo sobre amor e diversidade se manifestou, disso eu não sei.



Aí, pra dar-lhe um gosto do que ele faz a outras pessoas, fiz meu post às 11:21 da manhã, com o trecho do vídeo do ventura mandando judeus de volta de onde vieram:





O segundo motivo que me levou a fazer tal post, foi para deixar definitivamente claro a todas as pessoas que eu totalmente desaprovo a lenta e constante doutrinação de ódio que ventura faz aos membros do “movimento anussita”, que ele pensa liderar, contra a comunidade judaica brasileira.


Nas próprias palavras dele (cujo print tenho) "quem vive de propaganda não compra briga", um argumento inválido já que ele não vende seu produto para o público que critica, ou seja, o público judeu.


Criticar é uma coisa, doutrinar é outra. E o que ele faz é doutrinação, lenta e constante, que perigosamente afeta a mente de alguns. As duas primeiras mensagens foram deixadas em minha página por seguidores do ventura e a terceira, na página dele anos atrás, que trago a atenção agora em 2019, pois foi a primeira vez que vi do que um discurso de ódio é capaz.




Mas isso que você está fazendo, Esther, não é lashon hará? Não. As regras de shemirat ha’lashon escritas pelo Chofetz Chaim são, em resumo: a intenção das palavras ditas contra outra pessoa é o que as define se são lashon hara ou se se enquadram na mitzva de denunciar o errado A FIM DE SALVAR o inocente que seria, se não fosse advertido, prejudicado.


Espero que todos comprem o livro Sefer Chofetz Chaim um dia para aprender TODOS os detalhes do falar, e assim parem de ser manipulados.


Em resumo: lashon hara é quando uma pessoa faz um comentário maldoso que não possui objetivo algum a não ser o de denegrir gratuitamente a outrem, possuindo objetivo malicioso ou de destruição movida por sentimentos negativos.


Admoestar/denunciar é criticar com o propósito de salvar alguém de uma situação ruim.


Por exemplo, se alguém sabe que um criminoso comprovado se hospedará na casa de um conhecido, é um dever da pessoa avisar o conhecido a fim de salvar os moradores daquele lar.


No caso do ventura, ele faz quase que diariamente rechilut (fica levando fofocas ao seu público com o único propósito de causar ou aumentar intrigas entre os "anussim" e comunidade judaica oficial), faz lashon hara da comunidade, faz motzi shem ra (calúnia/difamação) em PÚBLICO sobre pessoas vivas, sobre um Erudito da Torá que faleceu a anos (só esse quesito já colocaria o ventura na posição de apikorus, herege, que deve ser denunciado), sobre organizações judaicas e possui o apoio da esposa (segundo Chofetz Chaim, uma segunda pessoa que afirma publicamente o que a primeira disse dando-lhe credibilidade as acusações feitas) e é um baalei machloket (um homem que causa a discórdia/disputa) com ideias negativas, colocando uns contra os outros.


"O Shulchan Aruch (Yore Dea 243: 3) declara que aquele que zomba das mitsvot e não tem medo do céu - ele é comparado ao povo mais leve da congregação em relação a todos os assuntos. A Bracha Shiurei amplifica ainda mais essa decisão. Ele afirma que “um estudioso da Torá como este que tem na mão Chillul Hashem - uma profanação do Nome de D'us - é um assunto muito sério. O público aprende com seu exemplo para baratear as Mitsvós na Torá. Ele é considerado tanto um pecador quanto alguém que faz com que os outros pequem ”. O Birchei Yoseph (Yore Deah 243: 3) citando as regras de Zkain Aharon (32) em relação a qualquer Talmid Chochom que tenha em mãos Chillul Hashem - uma profanação do Nome de D´us - é proibido ouvir as palavras da Torá de sua boca, e não se pode confiar em suas decisões. O Vilna Gaon (Dn 243: 9) explica a respeito da decisão do Shulchan Aruch sobre alguém que faz um escárnio da Torá que é porque ele não é considerado dentro da categoria de “E todos os Seus santos”. A questão é, no entanto, quais são os parâmetros de uma profanação do Nome de G-D versus a de simplesmente cair? O Radbaz (Volume VI Responsa # 2078) parece indicar que o fator determinante é se foi feito publicamente ou não."(https://www.theyeshivaworld.com/news/general/1772565/when-a-rabbi-falls-a-halachic-analysis.html)


Tais atitudes da parte do casal ventura prejudicou imensamente várias pessoas, já causou intriga e dividiu algumas comunidades anussitas. O que acontece quando as câmeras estão desligadas é bem mais revelador do que quando elas estão ativas.


Se um movimento depende da difamação, mentiras e exposição de inocentes para crescer...qual o futuro disso?


Permito que o casal ventura não goste de mim, mas não permito de forma alguma que mintam usando minha imagem e difamem, caluniem e façam injúria contra minha pessoa a fim de se auto-promoverem.


RESULTADO DO MEU POST?

Mulher do ventura, jacqueline, mandou as comunidades de WhatsApp de seus seguidores denunciarem minha página, a fim de derrubá-la:



Cuidado jacqueline, pq na hora do vamos ver, ventura pode te jogar pra 'debaixo do ônibus' se você continuar fazendo o trabalho sujo dele, por ele. Se ele quiser convocar vassalos para derrubar minha página, deixe que ele mesmo dê as ordens.


Isso aumenta muito mais minha suspeita de quem é o responsável pela queda de uma outra página que trata de Judaísmo, quando o dono da mesma anunciou que visitaria o Brasil a fim de dar palestras…


E após pedirem para derrubar minha página, obviamente ventura MENTE mais uma vez...e irei desmascarar essa imensa mentira dele ainda nesse post.




O maior defeito do mentiroso é a MEMÓRIA CURTA que o leva a inconsistência de informações. Como mostrarei abaixo, ano passado ventura disse que eu queria ser assistente dele e ele não me aceitou, esse ano ele já me promoveu duas vezes, para orientadora a fim de substituir a mulher dele (orientadora do QUÊ exatamente? o que mais me admira é que ninguém pergunta, povo parece não pensar) e depois para, nas palavras dele, primeira-dama do "movimento" (essa última mentira dele judicialmente cai sobre a categoria de difamação) ...daqui a pouco ele vai dizer que eu coloquei um chapéu preto e me candidatei a Moshiach para tomar o lugar dele...



Deixo claro que Andrew Anglin, dono do jornal neo-nazi Daily Stormer foi condenado a pagar 14 milhões de dólares duas semanas atrás por convocar seus seguidores a fazer trolagem (provocações de todos os níveis) na página de Facebook de uma judia chamada Tanya Gersh.


O neo-nazi escreveu em seu jornal: “Are y’all ready for an old fashioned Troll Storm?” “Because AYO — it’s that time, fam.” (TRADUÇÃO: Vocês estão prontos para um bom e velho Troll Storm (tempestade de trolagem)? Porque eu estou, essa é a hora, amigos).


As condenações de crimes virtuais no Brasil são muito menores que nos EUA, mas… elas existem. Mandar seguidores invadirem, trolarem e derrubarem páginas alheias é um crime virtual. Crimes virtuais que envolvem o Facebook recebem uma pena maior do que os feitos em outras mídias, isso é uma lei que vigora no Brasil.


E é sabido que ventura em seus momentos de paranóia manda publicamente seus seguidores mandarem a ele qualquer print de qualquer mídia social que mencione o nome dele, mesmo que sejam conversas secretas entre amigos. Não sei se essa perseguição se enquadra em crime virtual, mas seria interessante se se enquadrasse.


Seguidores do ventura apareceram na minha página e muitos deixaram suas provocações e repetições das calúnias que o ventura faz. Não os culpo, apenas repetem o que ouvem dele.


ventura tentou se justificar, entrando em minha página e deixando comentários mentirosos e difamatórios. Foi banido imediatamente. Tudo foi devidamente “printado”.


Não apaguei nenhum dos comentários de seus seguidores e os deixei visíveis por mais de duas semanas, assim qualquer pessoa de bom sendo pôde conferir a mentalidade violenta de algumas destas pessoas.


Porém, um Rabino a quem muito respeito me contactou e disse que seria apropriado que eu apagasse meus posts, ele disse que entendia minha intenção, mas que pelo bem maior, eu deveria considerar a ideia de colocar uma pedra sobre este assunto.


Conselho seguido e acabei de apagar os posts que fiz.


Antes da história toda, um esclarecimento sobre minhas conversões ao Judaísmo:

Antes de contar como conheci o casal ventura e por que me distanciei deles, há um outro assunto que devo esclarecer.

Em vídeos passados, ventura se dirige a minha pessoa de uma forma difamatória, e como sabe que está agindo errado, ele, como um covarde, não fala meu nome explicitamente. Não faz isso só contra mim, mas a outros também. Mas quanto a mim, ele costuma inventar suposições absurdas “e se ela tivesse 5 filhos”, “e se ela fosse isso e aquilo” (tenho trechos de vídeos gravados e usarei se for preciso).


Eu não sei o que uma pessoa que depende financeiramente do comércio de conversões (ainda é pago ao r amsalem U$300 por cada uma que ele faz? O correto não seria pagar-lhe SOMENTE o valor das passagens ao Brasil?) ganha ao falar mal de uma pessoa que se converteu ao Judaísmo, graças a ajuda dos Céus e dos esforços de seu próprio trabalho.


Para parar com esse mundo de ficção que ele tem colocado na cabeça de muitos a meu respeito, eu conto exatamente como foi minha conversão ao Judaísmo:


No ano de 2004, quando decidi me converter ao Judaísmo aos meus 27 anos de idade, fui na internet e encontrei o telefone da sinagoga do R. Henry Sobel, a quem devo eterna gratidão por ter aberto a primeira porta do Judaísmo que eu almejava. Eu liguei, falei com a secretária dele, uma mulher extremamente educada chamada Bernadette e lhe disse que gostaria de marcar uma reunião para tratar de conversão.


Ela marcou uma data e eu fui na data e horário marcados. Simples assim.


Chegando lá, havia um grupo de pessoas a serem entrevistadas e ao chegar minha vez, contei-lhe meus motivos. Ele disse que eu deveria pensar e pediu que eu marcasse uma outra entrevista para depois de alguns meses.


Marquei com a secretária e voltei lá alguns meses depois e repeti minhas razões.


Após a conversa, ele disse que eu poderia verificar com a secretária quando se iniciaria uma turma para o curso de conversão e que o mesmo teria duração aproximada de 1 ano e meio.


Simples, não?


Em 2004 as coisas eram mais simples. Num nível pessoal, essa conversão mexeu com cada nervo meu, de minha família e amigos…foi uma grande e sofrida mudança de perspectiva religiosa (eu fui criada entre Batistas desde os 5 anos de idade). Mas… isso não vem ao caso agora.


Quando terminei o curso, continuei frequentando a sinagoga assiduamente (de forma muito discreta, eu chegava, sentava, rezava e ia embora, sem importunar ninguém) e embora agradecida, decidi de vez que gostaria de levar uma vida ortodoxa.


Com o tempo, conheci o Abraham, que veio a ser meu marido dois anos depois, e ele (agora em 2006) me apresentou a uma amiga dele, americana, que havia estudado em uma midrashá voltada para alunas que falam inglês, situada em Jerusalém.


Contactei a midrashá através de e-mail, e a mesma me pediu uma carta de recomendação de um rabino que acompanhou este meu primeiro processo de conversão. Liguei para a sinagoga, e a secretária marcou a reunião para tratar da carta, agora com o professor do curso, R. Yehuda Busquila, z”l.


No dia e hora marcados, contei a R. Busquila meus planos, ele perguntou se era isso mesmo que eu queria, eu disse que sim e ele me desejou boa sorte e assinou a carta.


Encaminhei a carta a midrashá no mesmo dia.


Quando fui aceita, eu tinha algumas opções: como eu agora tinha 29 anos, eu poderia me inscrever em um programa de bolsa de estudo concedido pelo governo israelense… mas isso demoraria alguns meses… ou poderia fazer alyiah… mas isso também demoraria no mínimo 1 ano...


Então, decidi não esperar por ninguém e fui a midrasha por conta própria, com as economias que eu tinha (eu era secretária bilíngue na época) e ajuda do Abraham. Sem bolsa de estudo e sem alyiah, e solicitei a midrashá que me guiasse a tirar o visto de estudante a fim de morar em Israel legalmente.


Ao chegar em Israel, a midrashá emitiu os documentos necessários e me encaminhou para um escritório do Ministério do Interior, onde consegui visto de estudante que me deu a capacidade de residir em Israel legalmente por 1 ano. E então, estudei muito (estudos em tempo integral, de domingo a quinta-feira, das 8:30am as 5pm) e concluí meu gyiur ortodoxo.


Falo isso para que vocês saibam que essa história de “e se ela tivesse 5 filhos e cobrassem dela 200 mil dólares para se converter…” é só uma balela, uma alucinação.


E vocês não tem ideia do quão engraçados soam ao falar de uma “uma família cuja conversão custaria 200 mil dólares”… isso não existe… em primeiro lugar, uma família brasileira que gostaria de se mudar para Israel a fim de realizar uma conversão ao Judaísmo pela Rabanut, teria que morar LEGALMENTE no país por aproximadamente 1 ano.


Para morar legalmente no país, seria necessário que essa família (o casal) tivesse visto de estudante ou visto de trabalho.


A família em questão, que ventura diz aos 4 ventos que gastaria 200 mil dólares, já tem o visto de estudante ou de trabalho ou está pensando em se mudar para Israel ilegalmente?


Yeshivot e midrashot não negam o ensino da Torá por dinheiro, e estudam cada caso de uma forma cuidadosa a fim de promover opções de pagamento (em alguns casos, o estudante se compromete a trabalhar na instituição de ensino e pagar seu estudo com trabalho), descontos diversos e acima de tudo, PROVIDÊNCIA DIVINA.


A Rabanut só abre processos de conversão de indivíduos que estejam morando legalmente no país.


Dependendo do setor, o salário mínimo em Israel pode chegar a U$2.500 por mês (aprox. 8000 shekalim), se o trabalhador adicionar algumas horas extras.... em média, a maioria das pessoas que eu conheço, que são cidadãos americanos, ganham uma média de 14 mil shekalim mensais, que são aprox. U$3500.


Vamos supor que um casal ganhe uma renda conjunta de US$6000, são US$ 72.000 por ano…


Para se gastar U$200.000,00 em uma conversão (uau…como isso soa ridículo) o casal em questão deveria ter um salário MUITO MAIOR do que a média ganha pelo cidadão israelense.


Ou seja, conversão de U$200k é fanfic. Mentira.


Quando pessoas que residem LEGALMENTE em Israel se inscrevem para uma conversão supervisionada por um beit din da Rabanut, a conversão dura entre 6 meses e 1 ano.


Tudo depende do nível de conhecimento haláchico (teoria e prática) do candidato. O beit din da Rabanut é financiado pelo governo israelense (todos os rabinos funcionários da Rabanut recebem seu salário do governo) e por isso, os serviços prestados pelo beit din de conversão da Rabanut são gratuitos.


Os gastos de uma conversão em Israel se resumem a passagens, alimentação, vestimenta e estadia do candidato (Ex.: Mensalidade completa na yeshiva Machom Meir, sem descontos e sem bolsa de estudos, Com ensino em tempo integral e dormitório sai por - US$850 ao mês - https://meirtv.com/en/page/learn-live-connect).


O valor mensal de uma yeshiva ou midrashá varia bastante e muitas vezes pode ser negociado ou o candidato pode prestar serviços na instituição para ter algum valor descontado. Por diversas vezes eu trabalhei na limpeza da midrashá onde estudei a fim de acumular pontos (o sistema que usavam) que seriam revertidos em desconto na mensalidade.


Para uma conversão em Israel feita por um beit din ortodoxo independente (o de Bnei Brak, por exemplo), o local de estudo e o tempo de estudo é estabelecido pelo Rabino sponsor do candidato. É possível (porém hoje em dia, acredito ser mais difícil) que um candidato estude no Brasil, supervisionado por um Rabino brasileiro e vá a Israel apenas para encontrar o beit din, em uma viagem que duraria alguns dias apenas. Ou o rabino que supervisiona o candidato pode pedir para que o mesmo passe alguns meses em uma instituição de ensino religioso em Israel, antes de encontra