Porque Reclamei do ventura

Na sexta-feira, 26/07/19, fiz uma série de reclamações sobre o ventura, exibindo um trecho de um vídeo onde ele diz que Rabinos da Polônia que não aceitam seus “anussim” (entre aspas porque nem todos que se dizem ser, realmente o são) deveriam voltar para Auschwitz para que sentissem o cheiro das cinzas dos que ali foram mortos.


No mesmo vídeo ele disse que judeus sírios deveriam votar para a Síria e russos, para a Rússia, e (mais uma vez, de forma burra, para o horror de qualquer fonoaudiólogo) reclama de judeus estrangeiros que moram no Brasil e possuem sotaque, esquecendo-se que o mesmo fenômeno acontece com qualquer pessoa que se muda para outro país.


Neste link você pode ver o vídeo dele completo, a parte que ele se mostra xenófobo, faz comentários antissemitas e banaliza o Holocausto, deixando claro que àqueles que não aprovam suas medidas deveriam ser enviados ao maior campo de morte da história da humanidade, Auschwitz, para sentir o cheiro das cinzas de seus antepassados. Trecho do vídeo a partir de 1h57m:


https://www.facebook.com/sinagogasemfronteiras/videos/2430775010478072/




Há tanta coisa errada nesse vídeo... mas me ative somente a parte xenófoba e antissemita, que gera e aumenta o ódio da população não judia contra judeus brasileiros. NADA justifica desejar que pessoas VOLTEM a Auschwitz. Nada. O fato de que indivíduos isolados não gostem de minha pessoa, não aprovem minhas atitudes e não me aceitem em suas comunidades não justifica mencionar o Holocausto desta maneira desrespeitosa, barata e sádica, mandando que muitos ali voltem para sentir o cheiro das cinzas de seus antepassados. Não passo a mão na cabeça de uma parcela da comunidade judaica paulistana, pois há muita coisa que precisa ser corrigida na mesma, mas NADA justifica o que ventura disse em público, ensinando os seus seguidores a repetirem suas frases, com desrespeito e ódio.


A quem não sabe o que é XENOFOBIA: “A xenofobia é o nome que utilizamos em referência ao sentimento de hostilidade e ódio manifestado contra pessoas por elas serem estrangeiras (ou por serem enxergadas como estrangeiras).” https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/xenofobia.html



Meu ato repentino, de ter feito um post reclamando dessa menção a Auschwitz na minha página de FB Vida Prática Judaica, causou contra-indicações: assustou amigos que cultivei nestes 4 anos de blog, assim como deixou pessoas que são novas na minha página, ou que a acompanham em silêncio, confusas.




Por quê fiz isso? O primeiro motivo foi banal, fiz apenas para dar ao feiticeiro o gosto de seu próprio veneno. Uma pessoa me mandou a seguinte foto postada abaixo, aí eu pensei "caracas...o cara já amanhece plantando discórdia, vou dar ao feiticeiro um pouco de seu próprio veneno":


Na sexta-feira - 26/07/19, às 7:55 da manhã, ventura postou isso:


Eu queria saber o que o cantor breslov Nissim acharia de ter a foto dele exposta num post tão contrário ao que ele, Nissim, acredita e ensina.


Em uma pura e simples manifestação de ódio, ele dá a ideia de que há "alguém" ou "líderes da cúpula" que ele tanto reclama indo atrás dos "anussim", perturbando-os.


Na verdade ninguem vai atrás dos anussim dele. Não há nenhuma carta de rabino nenhum do Brasil (ou do exterior) dirigida a nenhuma comunidade anussita, desejando seu fechamento ou destruição. Comunidades que existiam há décadas continuam existindo. A tal "cúpula" não ajuda, mas também não fecha nenhuma comunidade anussita.


Aí, como sempre, ventura parte pra tática de jogar alguém em baixo do ônibus para que ele possa ser visto como único justo e benevolente do universo.


Nesse caso, acusa a comunidade judaica - como um todo - de acobertar "dos que estupram seus próprios filhos e torturam crianças". Sorry? Quantos pedófilos culpados de incesto ele está mencionando exatamente? A impressão que ele dá ao mundo é que a comunidade judaica está infestada deles, quando na VERDADE (pois tenho 99,9% de certeza que ele se refere a um caso que saiu num site em espanhol recentemente) a acusação dele se refere a UM único caso, que corre sobre segredo de Justiça porque ainda está sob INVESTIGAÇÃO. Então não sei exatamente o que ventura espera que a comunidade judaica brasileira faça com um acusado que ainda não recebeu julgamento. Se a Justiça brasileira o condenar, o caso se tornará de conhecimento público e o acusado sofrerá as consequências previstas por lei.


Aí ele parte pra fanfic de que alguém lhe enviou um "recado"...em primeiro lugar, se tal "recado" existiu mesmo (pois pode ser mentira/exagero dele, o tal "opositor" LIGOU diretamente pro ventura? Ou será que alguém, uma terceira pessoa contou ao ventura tal "recado"? E como saber se essa terceira pessoa não mentiu ou exagerou?) e foi transmitido de forma privada ao ventura, tal recado (que não trará nada de construtivo a ninguém e se torna apenas uma mensagem com propósito de aumentar a discórdia) halachicamente não deveria ser transmitida ao PÚBLICO NÃO JUDEU, pois ela cria e aumenta o ódio contra judeus, o que ele fez é chamado no Judaísmo de RECHILUT.


RECHILUT: informar a um indivíduo de algo negativo que outra pessoa disse ou fez, causando adversidade entre quem ouve e a pessoa que falou, ou fere a integridade da pessoa que falou. Em resumo: uma fofoca com único objetivo de causar o mal estar entre todas as partes, sem nenhum propósito construtivo.


E no final escreveu que os lacaios "destes srs." (quais senhores, exatamente?) fariam posts e vídeos sobre o "amor a diversidade"...esse linguajar me lembrou qdo ventura e attar tiraram fotos juntos, abraçados como irmãos na Av. Paulista e attar escreveu que quem reclamasse do fato de terem feito as pazes, era anti-semita. A amizade entre os dois não durou mais que algumas semanas.


Essas táticas de manipulação barata intimidam e controlam inocentes que ainda caem nestes truques.


Se algum "lacaio", que é quem ele chama a outros judeus que fazem vídeo sobre amor e diversidade se manifestou, disso eu não sei.



Aí, pra dar-lhe um gosto do que ele faz a outras pessoas, fiz meu post às 11:21 da manhã, com o trecho do vídeo do ventura mandando judeus de volta de onde vieram:





O segundo motivo que me levou a fazer tal post, foi para deixar definitivamente claro a todas as pessoas que eu totalmente desaprovo a lenta e constante doutrinação de ódio que ventura faz aos membros do “movimento anussita”, que ele pensa liderar, contra a comunidade judaica brasileira.


Nas próprias palavras dele (cujo print tenho) "quem vive de propaganda não compra briga", um argumento inválido já que ele não vende seu produto para o público que critica, ou seja, o público judeu.


Criticar é uma coisa, doutrinar é outra. E o que ele faz é doutrinação, lenta e constante, que perigosamente afeta a mente de alguns. As duas primeiras mensagens foram deixadas em minha página por seguidores do ventura e a terceira, na página dele anos atrás, que trago a atenção agora em 2019, pois foi a primeira vez que vi do que um discurso de ódio é capaz.




Mas isso que você está fazendo, Esther, não é lashon hará? Não. As regras de shemirat ha’lashon escritas pelo Chofetz Chaim são, em resumo: a intenção das palavras ditas contra outra pessoa é o que as define se são lashon hara ou se se enquadram na mitzva de denunciar o errado A FIM DE SALVAR o inocente que seria, se não fosse advertido, prejudicado.


Espero que todos comprem o livro Sefer Chofetz Chaim um dia para aprender TODOS os detalhes do falar, e assim parem de ser manipulados.


Em resumo: lashon hara é quando uma pessoa faz um comentário maldoso que não possui objetivo algum a não ser o de denegrir gratuitamente a outrem, possuindo objetivo malicioso ou de destruição movida por sentimentos negativos.


Admoestar/denunciar é criticar com o propósito de salvar alguém de uma situação ruim.


Por exemplo, se alguém sabe que um criminoso comprovado se hospedará na casa de um conhecido, é um dever da pessoa avisar o conhecido a fim de salvar os moradores daquele lar.


No caso do ventura, ele faz quase que diariamente rechilut (fica levando fofocas ao seu público com o único propósito de causar ou aumentar intrigas entre os "anussim" e comunidade judaica oficial), faz lashon hara da comunidade, faz motzi shem ra (calúnia/difamação) em PÚBLICO sobre pessoas vivas, sobre um Erudito da Torá que faleceu a anos (só esse quesito já colocaria o ventura na posição de apikorus, herege, que deve ser denunciado), sobre organizações judaicas e possui o apoio da esposa (segundo Chofetz Chaim, uma segunda pessoa que afirma publicamente o que a primeira disse dando-lhe credibilidade as acusações feitas) e é um baalei machloket (um homem que causa a discórdia/disputa) com ideias negativas, colocando uns contra os outros.


"O Shulchan Aruch (Yore Dea 243: 3) declara que aquele que zomba das mitsvot e não tem medo do céu - ele é comparado ao povo mais leve da congregação em relação a todos os assuntos. A Bracha Shiurei amplifica ainda mais essa decisão. Ele afirma que “um estudioso da Torá como este que tem na mão Chillul Hashem - uma profanação do Nome de D'us - é um assunto muito sério. O público aprende com seu exemplo para baratear as Mitsvós na Torá. Ele é considerado tanto um pecador quanto alguém que faz com que os outros pequem ”. O Birchei Yoseph (Yore Deah 243: 3) citando as regras de Zkain Aharon (32) em relação a qualquer Talmid Chochom que tenha em mãos Chillul Hashem - uma profanação do Nome de D´us - é proibido ouvir as palavras da Torá de sua boca, e não se pode confiar em suas decisões. O Vilna Gaon (Dn 243: 9) explica a respeito da decisão do Shulchan Aruch sobre alguém que faz um escárnio da Torá que é porque ele não é considerado dentro da categoria de “E todos os Seus santos”. A questão é, no entanto, quais são os parâmetros de uma profanação do Nome de G-D versus a de simplesmente cair? O Radbaz (Volume VI Responsa # 2078) parece indicar que o fator determinante é se foi feito publicamente ou não."(https://www.theyeshivaworld.com/news/general/1772565/when-a-rabbi-falls-a-halachic-analysis.html)


Tais atitudes da parte do casal ventura prejudicou imensamente várias pessoas, já causou intriga e dividiu algumas comunidades anussitas. O que acontece quando as câmeras estão desligadas é bem mais revelador do que quando elas estão ativas.


Se um movimento depende da difamação, mentiras e exposição de inocentes para crescer...qual o futuro disso?


Permito que o casal ventura não goste de mim, mas não permito de forma alguma que mintam usando minha imagem e difamem, caluniem e façam injúria contra minha pessoa a fim de se auto-promoverem.


RESULTADO DO MEU POST?

Mulher do ventura, jacqueline, mandou as comunidades de WhatsApp de seus seguidores denunciarem minha página, a fim de derrubá-la:



Cuidado jacqueline, pq na hora do vamos ver, ventura pode te jogar pra 'debaixo do ônibus' se você continuar fazendo o trabalho sujo dele, por ele. Se ele quiser convocar vassalos para derrubar minha página, deixe que ele mesmo dê as ordens.


Isso aumenta muito mais minha suspeita de quem é o responsável pela queda de uma outra página que trata de Judaísmo, quando o dono da mesma anunciou que visitaria o Brasil a fim de dar palestras…


E após pedirem para derrubar minha página, obviamente ventura MENTE mais uma vez...e irei desmascarar essa imensa mentira dele ainda nesse post.




O maior defeito do mentiroso é a MEMÓRIA CURTA que o leva a inconsistência de informações. Como mostrarei abaixo, ano passado ventura disse que eu queria ser assistente dele e ele não me aceitou, esse ano ele já me promoveu duas vezes, para orientadora a fim de substituir a mulher dele (orientadora do QUÊ exatamente? o que mais me admira é que ninguém pergunta, povo parece não pensar) e depois para, nas palavras dele, primeira-dama do "movimento" (essa última mentira dele judicialmente cai sobre a categoria de difamação) ...daqui a pouco ele vai dizer que eu coloquei um chapéu preto e me candidatei a Moshiach para tomar o lugar dele...



Deixo claro que Andrew Anglin, dono do jornal neo-nazi Daily Stormer foi condenado a pagar 14 milhões de dólares duas semanas atrás por convocar seus seguidores a fazer trolagem (provocações de todos os níveis) na página de Facebook de uma judia chamada Tanya Gersh.


O neo-nazi escreveu em seu jornal: “Are y’all ready for an old fashioned Troll Storm?” “Because AYO — it’s that time, fam.” (TRADUÇÃO: Vocês estão prontos para um bom e velho Troll Storm (tempestade de trolagem)? Porque eu estou, essa é a hora, amigos).


As condenações de crimes virtuais no Brasil são muito menores que nos EUA, mas… elas existem. Mandar seguidores invadirem, trolarem e derrubarem páginas alheias é um crime virtual. Crimes virtuais que envolvem o Facebook recebem uma pena maior do que os feitos em outras mídias, isso é uma lei que vigora no Brasil.


E é sabido que ventura em seus momentos de paranóia manda publicamente seus seguidores mandarem a ele qualquer print de qualquer mídia social que mencione o nome dele, mesmo que sejam conversas secretas entre amigos. Não sei se essa perseguição se enquadra em crime virtual, mas seria interessante se se enquadrasse.


Seguidores do ventura apareceram na minha página e muitos deixaram suas provocações e repetições das calúnias que o ventura faz. Não os culpo, apenas repetem o que ouvem dele.


ventura tentou se justificar, entrando em minha página e deixando comentários mentirosos e difamatórios. Foi banido imediatamente. Tudo foi devidamente “printado”.


Não apaguei nenhum dos comentários de seus seguidores e os deixei visíveis por mais de duas semanas, assim qualquer pessoa de bom sendo pôde conferir a mentalidade violenta de algumas destas pessoas.


Porém, um Rabino a quem muito respeito me contactou e disse que seria apropriado que eu apagasse meus posts, ele disse que entendia minha intenção, mas que pelo bem maior, eu deveria considerar a ideia de colocar uma pedra sobre este assunto.


Conselho seguido e acabei de apagar os posts que fiz.


Antes da história toda, um esclarecimento sobre minhas conversões ao Judaísmo:

Antes de contar como conheci o casal ventura e por que me distanciei deles, há um outro assunto que devo esclarecer.

Em vídeos passados, ventura se dirige a minha pessoa de uma forma difamatória, e como sabe que está agindo errado, ele, como um covarde, não fala meu nome explicitamente. Não faz isso só contra mim, mas a outros também. Mas quanto a mim, ele costuma inventar suposições absurdas “e se ela tivesse 5 filhos”, “e se ela fosse isso e aquilo” (tenho trechos de vídeos gravados e usarei se for preciso).


Eu não sei o que uma pessoa que depende financeiramente do comércio de conversões (ainda é pago ao r amsalem U$300 por cada uma que ele faz? O correto não seria pagar-lhe SOMENTE o valor das passagens ao Brasil?) ganha ao falar mal de uma pessoa que se converteu ao Judaísmo, graças a ajuda dos Céus e dos esforços de seu próprio trabalho.


Para parar com esse mundo de ficção que ele tem colocado na cabeça de muitos a meu respeito, eu conto exatamente como foi minha conversão ao Judaísmo:


No ano de 2004, quando decidi me converter ao Judaísmo aos meus 27 anos de idade, fui na internet e encontrei o telefone da sinagoga do R. Henry Sobel, a quem devo eterna gratidão por ter aberto a primeira porta do Judaísmo que eu almejava. Eu liguei, falei com a secretária dele, uma mulher extremamente educada chamada Bernadette e lhe disse que gostaria de marcar uma reunião para tratar de conversão.


Ela marcou uma data e eu fui na data e horário marcados. Simples assim.


Chegando lá, havia um grupo de pessoas a serem entrevistadas e ao chegar minha vez, contei-lhe meus motivos. Ele disse que eu deveria pensar e pediu que eu marcasse uma outra entrevista para depois de alguns meses.


Marquei com a secretária e voltei lá alguns meses depois e repeti minhas razões.


Após a conversa, ele disse que eu poderia verificar com a secretária quando se iniciaria uma turma para o curso de conversão e que o mesmo teria duração aproximada de 1 ano e meio.


Simples, não?


Em 2004 as coisas eram mais simples. Num nível pessoal, essa conversão mexeu com cada nervo meu, de minha família e amigos…foi uma grande e sofrida mudança de perspectiva religiosa (eu fui criada entre Batistas desde os 5 anos de idade). Mas… isso não vem ao caso agora.


Quando terminei o curso, continuei frequentando a sinagoga assiduamente (de forma muito discreta, eu chegava, sentava, rezava e ia embora, sem importunar ninguém) e embora agradecida, decidi de vez que gostaria de levar uma vida ortodoxa.


Com o tempo, conheci o Abraham, que veio a ser meu marido dois anos depois, e ele (agora em 2006) me apresentou a uma amiga dele, americana, que havia estudado em uma midrashá voltada para alunas que falam inglês, situada em Jerusalém.


Contactei a midrashá através de e-mail, e a mesma me pediu uma carta de recomendação de um rabino que acompanhou este meu primeiro processo de conversão. Liguei para a sinagoga, e a secretária marcou a reunião para tratar da carta, agora com o professor do curso, R. Yehuda Busquila, z”l.


No dia e hora marcados, contei a R. Busquila meus planos, ele perguntou se era isso mesmo que eu queria, eu disse que sim e ele me desejou boa sorte e assinou a carta.


Encaminhei a carta a midrashá no mesmo dia.


Quando fui aceita, eu tinha algumas opções: como eu agora tinha 29 anos, eu poderia me inscrever em um programa de bolsa de estudo concedido pelo governo israelense… mas isso demoraria alguns meses… ou poderia fazer alyiah… mas isso também demoraria no mínimo 1 ano...


Então, decidi não esperar por ninguém e fui a midrasha por conta própria, com as economias que eu tinha (eu era secretária bilíngue na época) e ajuda do Abraham. Sem bolsa de estudo e sem alyiah, e solicitei a midrashá que me guiasse a tirar o visto de estudante a fim de morar em Israel legalmente.


Ao chegar em Israel, a midrashá emitiu os documentos necessários e me encaminhou para um escritório do Ministério do Interior, onde consegui visto de estudante que me deu a capacidade de residir em Israel legalmente por 1 ano. E então, estudei muito (estudos em tempo integral, de domingo a quinta-feira, das 8:30am as 5pm) e concluí meu gyiur ortodoxo.


Falo isso para que vocês saibam que essa história de “e se ela tivesse 5 filhos e cobrassem dela 200 mil dólares para se converter…” é só uma balela, uma alucinação.


E vocês não tem ideia do quão engraçados soam ao falar de uma “uma família cuja conversão custaria 200 mil dólares”… isso não existe… em primeiro lugar, uma família brasileira que gostaria de se mudar para Israel a fim de realizar uma conversão ao Judaísmo pela Rabanut, teria que morar LEGALMENTE no país por aproximadamente 1 ano.


Para morar legalmente no país, seria necessário que essa família (o casal) tivesse visto de estudante ou visto de trabalho.


A família em questão, que ventura diz aos 4 ventos que gastaria 200 mil dólares, já tem o visto de estudante ou de trabalho ou está pensando em se mudar para Israel ilegalmente?


Yeshivot e midrashot não negam o ensino da Torá por dinheiro, e estudam cada caso de uma forma cuidadosa a fim de promover opções de pagamento (em alguns casos, o estudante se compromete a trabalhar na instituição de ensino e pagar seu estudo com trabalho), descontos diversos e acima de tudo, PROVIDÊNCIA DIVINA.


A Rabanut só abre processos de conversão de indivíduos que estejam morando legalmente no país.


Dependendo do setor, o salário mínimo em Israel pode chegar a U$2.500 por mês (aprox. 8000 shekalim), se o trabalhador adicionar algumas horas extras.... em média, a maioria das pessoas que eu conheço, que são cidadãos americanos, ganham uma média de 14 mil shekalim mensais, que são aprox. U$3500.


Vamos supor que um casal ganhe uma renda conjunta de US$6000, são US$ 72.000 por ano…


Para se gastar U$200.000,00 em uma conversão (uau…como isso soa ridículo) o casal em questão deveria ter um salário MUITO MAIOR do que a média ganha pelo cidadão israelense.


Ou seja, conversão de U$200k é fanfic. Mentira.


Quando pessoas que residem LEGALMENTE em Israel se inscrevem para uma conversão supervisionada por um beit din da Rabanut, a conversão dura entre 6 meses e 1 ano.


Tudo depende do nível de conhecimento haláchico (teoria e prática) do candidato. O beit din da Rabanut é financiado pelo governo israelense (todos os rabinos funcionários da Rabanut recebem seu salário do governo) e por isso, os serviços prestados pelo beit din de conversão da Rabanut são gratuitos.


Os gastos de uma conversão em Israel se resumem a passagens, alimentação, vestimenta e estadia do candidato (Ex.: Mensalidade completa na yeshiva Machom Meir, sem descontos e sem bolsa de estudos, Com ensino em tempo integral e dormitório sai por - US$850 ao mês - https://meirtv.com/en/page/learn-live-connect).


O valor mensal de uma yeshiva ou midrashá varia bastante e muitas vezes pode ser negociado ou o candidato pode prestar serviços na instituição para ter algum valor descontado. Por diversas vezes eu trabalhei na limpeza da midrashá onde estudei a fim de acumular pontos (o sistema que usavam) que seriam revertidos em desconto na mensalidade.


Para uma conversão em Israel feita por um beit din ortodoxo independente (o de Bnei Brak, por exemplo), o local de estudo e o tempo de estudo é estabelecido pelo Rabino sponsor do candidato. É possível (porém hoje em dia, acredito ser mais difícil) que um candidato estude no Brasil, supervisionado por um Rabino brasileiro e vá a Israel apenas para encontrar o beit din, em uma viagem que duraria alguns dias apenas. Ou o rabino que supervisiona o candidato pode pedir para que o mesmo passe alguns meses em uma instituição de ensino religioso em Israel, antes de encontrar o beit din.


Na diáspora, países que possuem batei din ortodoxos da Rabanut ou RCA (Rabbinical Council of America), o período do curso de conversão é de no mímino 2 anos. O primeiro ano é dedicado ao ensino teórico e o segundo, o prático. Em Israel dura menos tempo porque o candidato está cercado de Judaísmo por todos os lados. Nenhum beit din, seja liberal ou ortodoxo concorda em converter pessoas casadas (ou seriamente comprometidas), cujo cônjuge ou futuro cônjuge não queira se converter, como explico no post abaixo:

https://www.vidapraticajudaica.com/single-post/2016/12/26/Quero-Me-Converter-Mas-Meu-Conjuge-Nao-quer-E-Agora


Aconselho também que o possível candidato se auto-avalie a fim de saber se está psicologicamente preparado para os desafios que virão:

https://www.vidapraticajudaica.com/single-post/2017/12/27/Avalia%C3%A7%C3%A3o-Psicol%C3%B3gica-Para-Convers%C3%A3o-ao-Juda%C3%ADsmo

Site para que vocês vejam o que seria, de forma aproximada, o custo de vida em Israel:

https://www.numbeo.com/cost-of-living/country_result.jsp?country=Israel


Em resumo, um israelense médio ganha cerca de U$30 mil a U$40 mil dólares por ANO. A tal "conversão de "U$200 mil dólares" não passa de fruto da imaginação do ventura.


E parem de dizer que casei com um "velho rico", o Abraham (que carinhosamente chamo de Abie) ficaria ofendido de ser chamado de velho huahuahauhauaa mas se sentiria lizonjeado de saber que muitos o chamam de rico huahuahua Na verdade meu marido sempre trabalhou com o pai numa lojinha de conveniências (vendia caneta, abajur, vasilhames, panela...lojinha mesmo), e quando o pai decidiu se aposentar (fechar a loja), meu marido ficou sem saber o que fazer...aí ele viu um fio de plástico que é usado pra anexar uma peça de roupa a uma etiqueta e pensou "Quem vende isso pras lojas?", e sem achar a resposta, ele foi a um fornecedor desse plástico, comprou duas sacolas grandonas cheias dele, aí dirigiu até um dos centros comerciais de Montreal e com as sacolas nas mãos, foi de loja em loja oferecer os tais plásticos.


Uma coisa leva a outra, e com o tempo as lojas começaram a perguntar se ele vendia etiquetas (para colocar nos plásticos) e aí ele comprou uma impressora...e com o tempo conseguiu montar a gráfica que possui até hoje, onde ambos trabalhamos muito. Essa foto é de quando nos conhecemos quase 15 anos atrás:




E esse é o plástico (tag fastener, não sei o nome em português) que ele teve a ideia de vender, comprou sacolas cheias disso e saiu vendendo de porta em porta:


Admiro muito a determinação de meu marido, que sempre me inspira.



ONDE TUDO COMEÇOU

Conheci o ventura em 2012 na extinta página de Facebook Anussim Brasil. Outra página com o mesmo nome foi criada anos depois.


Até então, quem era o PRECURSOR do ensino de Judaísmo em comunidades anussitas no Nordeste era o Sr. Isaac Essoudry, z"l, que morava em Recife e educava pessoas que se diziam anussitas. Eu não sei quantos alunos ele tinha, mas sei que eram vários.


Eu não conheci o Sr. Isaac, mas fico sempre pensativa com o fato de que estão apagando a história dele, como se ele nunca tivesse existido.


Sr. Isaac Essoudry faleceu poucos anos atrás.


Aprendi sobre a existência de comunidades anussitas que se reuniam há algumas décadas, e ventura não tinha ido a nenhuma delas ainda. A primeira vez que ventura visitou a comunidade anussita de Recife foi no primeiro evento de Purim, o Purimkrível, que nem foi organizado por ele, mas por um respeitável senhor (cujo nome manterei em sigilo, já que não quero envolvê-lo em confusão) que fez grandes doações e até iniciou uma campanha para arrecadação de fundos para compras de passagens pro ventura e demais despesas do evento. Isso foi, se não me falha a memória, em 2014 ou 2015. O evento foi lindo, cheio de simcha autêntica, organizado, respeitoso e muito diferente do que vemos hoje em dia.


As comunidades anussitas se organizavam de forma independente e quando surgia a oportunidade de ajudar alguma, eu o fazia, discretamente, através de pequenas doações aqui e ali ou algum tipo de trabalho voluntário que poderia ser feito a distância.


Por exemplo, ANTES do ventura se envolver com a comunidade de Recife, eles fizeram a Hagadá de Pêssach do Sertão e eu fui uma das voluntárias, fazendo os desenhos de cordel. Essa hagadá envolveu MUITOS voluntários e nenhum deles buscou glória para si. Outra vez precisaram lá em Recife de um desenho de uma chanukiá feita em computador , com medidas exatas, para apresentar a um local a fim de conseguir instalar uma chanukiá grande em frente a Kahal Zur, e mesmo sem falar com a maioria do pessoal, fiz o desenho e me mantive sob o manto da discrição. E assim tenho feito sempre: ajudo aqui e ali, mas ninguém precisa saber. E tenho 100% de certeza que ventura jamais aprovaria a impressão da Hagadá de Pêssach do Sertão se o nome dele não fosse o de mais destaque, na capa do livro...e isso vocês entenderão no decorrer deste post. Essa história que ele ajuda comunidades anussitas a DÉCADAS é novidade para todos, eu gostaria de saber o nome destas comunidades tão antigas que ele acompanhou há tantas décadas e o que exatamente ele fez em cada uma delas...


Como acontece com todas as pessoas que passam a conhecer os “bnei anussim”, a um primeiro momento eu vi somente beleza, determinação, alvos sublimes e justos.


Muito impressionada, passei a conversar com pessoas que se diziam anussitas e cada história me comovia bastante.


O ventura postava na comunidade Anussim Brasil de vez em quando e uma vez alguém postou o link da página pública de Facebook que ele mantinha sob o nome dele, vi, achei legal e lhe escrevi , falando de que minha vida judaica no Brasil não tinha sido muito positiva, que eu sentia uma certa barreira na mitzva de Ahavat Israel (Amar o Povo Judeu) quando lembrava de algumas experiências negativas que passei no Brasil e que estava muito feliz ao vê-lo ser tão legal e me mostrar, me lembrar que há sim judeus legais em SP.


Ele fez outra página depois, chamada Pergunte ao Rabino, onde respondia perguntas enviadas pelos seguidores, de forma escrita ou em vídeos que fazia enquanto dirigia.


Para mim, que estou longe, tudo parecia muito bom e muito normal .


Como minha família, tanto paterna quanto materna, são do Nordeste (Ceará, Recife, Paraíba), passei a me comunicar diretamente com algumas pessoas das tais comunidades anussitas, e desenvolvi um contato mais próximo com uma comunidade no Ceará, já que meus pais são cearenses.


Eu ainda não tinha meu blog, Vida Prática Judaica, o qual criei 3 anos depois, em 2015.


O ventura fazia algumas críticas aos líderes da comunidade judaica de SP, mas as mesmas eram esporádicas e mantinham um nível de racionalidade.


A esposa dele, jacqueline, não apresentava envolvimento direto com nenhuma comunidade anussita e até onde eu me lembre, não postava em grupos de FB dedicados a anussim. Na época, ela fazia trabalhos de atriz e posteriormente, se envolveu com culinária. Vivia a vida dela, digamos assim e dava um apoio mais indireto à “causa”, bem diferente do que é visto hoje.


A coisa começou a mudar quando o ventura foi demitido de seu emprego junto a comunidade paulistana. Ele apresentou várias vezes a versão dele do que causou essa demissão, o que acreditei piamente na época, como qualquer um que ouviu a história acreditou, porém… hoje em dia… depois de ver o número de mentiras, calúnias, injúrias e difamações que ele faz abertamente e em público, eu duvido de cada palavra que foi dita.


Nesta época (meados de 2015), eu já tinha criado meu blog e meu contato com algumas pessoas que se diziam anussitas seguia normalmente.


No facebook, as críticas de ventura contra a comunidade judaica começaram a ficar mais pesadas e mais frequentes, porém ele ainda mantinha um certo decoro e preocupação com a imagem da comunidade como um todo.


E eu, de longe, assim como outros judeus, apoiávamos absolutamente tudo que ele fazia e o defendíamos quando alguém se mostrava contra suas palavras, assim como apoiávamos o crescimento das comunidades, em número, gênero e grau.


Deixo claro qeu eu nunca pedi para que tais comunidades me adicionassem a seus grupos de WhatsApp (cada uma tem um grupo, onde ventura e mulher dele vistoriam tudo). Eu só me comunicava com quem espontaneamente entrava em contato comigo, e só ajudava a quem espontaneamente me pedia ajuda.


Não vou atrás de ninguém, não invado páginas alheias fazendo propagandas da minha, não pago o Facebook para fazer propaganda (fiz uma vez, mas me arrependi, pois achei que se enquadraria em proselitismo), não vou atrás de ninguém. Se alguém encontra minha página, é porquê procurou informações sobre Judaísmo e quis o destino que a pessoa me encontrasse.


Tudo seguia muito bem e meu apoio ao ventura era incondicional, até o dia que R. Amsalem chegou.



Conversando com amigos – judeus e não judeus - que também conhecem ventura de uma forma online ou pessoalmente, todos concordamos em um ponto: algo muito negativo aconteceu na mente dele com a chegada de r Amsalem.




r Amsalem Eu não tinha a mínima ideia de quem era r Amsalem.


Um belo dia abro o Facebook e vejo fotos e vídeos de um beit din composto por r Amsalem, R. Chuck Davidson e um senhor sefaradita de vestimenta haredi, que aparentemente tinham convertido mais de 100 pessoas vindas do país inteiro no Nordeste.


Eu conhecia, de forma online, o trabalho de R. Chuck Davidson, já que ele escreve para jornais, mas nunca tinha ouvido falar em amsalem.


Nisso eu tenho que parabenizar o ventura, ele pediu segredo absoluto da chegada deste beit din e seus seguidores obedeceram. Ninguém me falou absolutamente nada! Eu só soube do fato, quando o mesmo foi revelado a todo o país através de mídias sociais.


Deixo claro que considero este primeiro beit din casher, já que foi composto por 2 rabinos ortodoxos e 1 judeu que considero ser ortodoxo (todos são 100% shomer Shabat e mitzvot, o que dá validade a um beit din).


Não me intrometi em absolutamente nada do que foi feito e a vida seguiu adiante até que algumas pessoas que haviam se convertido me contactaram pedindo ajuda. Ajuda em quê?


Ajuda em responder o dor leon attar que tinha conseguido uma carta da Rabanut dizendo que tais conversões não eram válidas para a Rabanut e Estado de Israel, mas que no final, convidavam as pessoas a se converterem pela Rabanut em Israel. attar causou grande angústia nestas pessoas, desespero e muitas lágrimas e ele ainda tem que pedir desculpas por isso.


Essa é uma das cartas que foram espalhadas em mídias sociais, causando grande angústia em inocentes (esta carta tbm foi traduzida e espalhada online):




Eu perguntei que tipo de ajuda eu poderia dar e me disseram “Esther, explica porquê você acha que R amsalem pode fazer conversões”


Eu disse: “Mas eu não sei quem ele é” (como disse, nunca tinha ouvido falar dele)


Me disseram: “Esther, ajuda a gente, a gente também não sabe, o ventura o trouxe aqui dizendo que era um rabino haredi, mas ninguém sabe quem é ele”


Eu: “Vocês se converteram sem saber quem são os rabinos que fizeram parte do beit din???? Sem saber dos riscos e desafios de uma conversão independente??? Sem saber que não seria aceita pelo Estado de Israel (sem direito a alyiah)???? Sem saber que uma conversão feita por rabinos polêmicos acabará correndo o risco de não ser aceita por ninguém?”


E ninguém sabia.


Falei com o ventura, mostrei meu apoio incondicional e disse que poderia ajudar escrevendo um post sobre quem era r amsalem e assim, tentar acalmar as pessoas que tinham se convertido e se encontravam em agonia, devido as provocações de attar e seus seguidores que mais pareciam um bando de jagunços. Li no JusBrasil que alguns deles até foram a um certo restaurante atacar fisicamente um dos opositores do attar na época.


Eu pesquisei a respeito do histórico de r amsalem e fiz o longo post que explicava quem ele era e o que tinha feito até ali, o que trouxe grande conforto para as pessoas que me pediram ajuda. Este post que é espalhado por aí hoje em dia contando a história religiosa de r amsalem foi escrito por minha pessoa, saibam disso.


Foi o Sr. Shlomo Buzaglo, responsável pelo ISAS (Universidade de Netânia) que apresentou o r amsalem ao ventura. O próprio Sr. Buzaglo me informou isso quando visitei a Universidade em junho de 2018.


E repito aqui: r amsalem NÃO é parlamentar. Ele FOI parlamentar até 2009, quando foi desligado do Shas por diferenças ideológicas. Depois disso ele criou o próprio partido (Am Shalem), concorreu por outros partidos e jamais foi eleito. Ele é EX-parlamentar.


Quando R. Abergel demonstrou apoio a "causa", pesquisei o histórico dele e fiz um post para que as pessoas se tranquilizassem. Novamente, meu post trouxe grande conforto para a mente das pessoas.


As críticas do ventura contra seus opositores aumentaram e ficaram mais frequentes, porém, ainda seguiam um certo decoro.


Na prática mesmo, nenhuma autoridade judaica brasileira impediu a chegada de r amsalem e muito menos seus vários retornos ao Brasil, como todos sabem. Ninguém foi a comunidades anussitas que o seguem impedir que fizessem o que fazem.


Se com o tempo, várias dessas comunidades se dividiram, muitas pessoas se distanciaram, algumas pessoas abandonaram por completo, comunidades procuraram ajuda de outros Rabinos ou instituições que apoiam a causa anussita, isso foi de livre e espontânea vontade de quem assim quis fazer.


Pessoas que compõem comunidades anussitas não são propriedade de ninguém, não podem ser tratadas como posse. Se algumas pessoas e comunidades se “rebelaram” depois, por assim dizer, tal “rebelião” foi causada pela insatisfação com ventura e sua esposa, como explicarei abaixo.


Talvez muitos que estão lendo este post não saibam, mas pessoas que se convertem ao Judaísmo não devem absolutamente nada aos sponsors e rabinos envolvidos na conversão. Tais pessoas estão livres para crescer (ou não) dentro de sua vida judaica. Cobranças, exposição, pressão emocional e psicólogica, manipulação de sentimentos de culpa…nenhum Rabino faz isso com as pessoas as quais ele supervisionou a conversão. Uma vez que a pessoa se torna judia, cabe a ela fazer de sua vida o que quiser, e se alguém tem que cobrá-la, esse alguém é Hashem e ninguém mais.



PRIMEIRAS RACHADURAS

Após a volta a Israel de r amsalem, R Chuck Davidson e do Sr sefaradita que compôs este primeiro beit din, meu apoio ao “movimento” era total e incondicional.


Porém, com o passar das semanas, eu via uma mudança no comportamento do ventura…o que eram críticas, agora se transformavam em ataques verbais pesados contra a comunidade judaica, alguns ataques regados de chacota dele e esposa, um certo foco em ridicularizar o uso de kissui rosh (cobertura da cabeça para mulheres casadas), como vocês podem ver abaixo a partir dos 51m deste vídeo:

https://www.facebook.com/sinagogasemfronteiras/videos/908151846032834/?q=sinagoga%20sem%20fronteiras%20cobertura%20de%20cabelo


E foi aí que eu comecei a me perguntar para que direção esse movimento estava indo…


Bom, agora que todos que haviam pedido tanto por conversão a haviam conseguido, eu perguntei a algumas pessoas que conhecia “E agora? Estão estudando bastante?” E a resposta era negativa… e eu estranhei porque não havia um sistema organizado de ensino de mitzvot para as pessoas que haviam se convertido.


r amsalem se valeu da premissa de “faremos e ouviremos”: quando a Torá foi entregue no Monte Sinai, o povo respondeu ‘Faremos e ouviremos’, que significa, aceitamos e recebemos suas mitzvot imediatamente e as estudaremos e entenderemos com professores depois. Dentro dessa premissa, r amsalem converteu pessoas que não sabiam nada sobre vida judaica, e tais se comprometiam a aprender depois.


Mas não era isso que estava acontecendo. Na verdade até hoje, 2019, podemos encontrar pessoas que passaram por este primeiro beit din e que ainda não sabem princípios básicos da vida judaica (por exemplo: r amsalem e esposa dele comeriam na casa de uma das centenas de pessoas que ele mesmo converteu? Se a resposta é não, isso é preocupante).


Podem ler o quanto quiserem de sidur transliterado em frente as câmeras e fazer vídeos impressionantes a beira da praia, mas na realidade, quando pessoas me contactam hoje em dia, muitas possuem dúvidas que deveriam ter sido esclarecidas a muito tempo atrás. Com tanto foco em criticar a comunidade judaica, esqueceu-se da importância da educação religiosa aos anussim que haviam se convertido em 2017.



Enfim, voltando para o que aconteceu logo depois da volta deste primeiro beit din a Israel, os Yamim Noraim (Grandes Festas/Dias Austeros) estavam chegando e a liderança de uma das comunidades decidiu fazer uma campanha de arrecadação de fundos para finalizar a reforma no prédio comercial que ocupavam e comprar artigos necessários para os serviços religiosos destes primeiros feriados judaicos depois do primeiro beit din de amsalem no Brasil. Muito contente, ao saber de tal campanha, fiz minha doação, assim como outras pessoas fizeram.


Com grande surpresa, dias depois, tomei conhecimento de que ventura não nada ficou feliz com essa iniciativa independente (sem autorização dele) da liderança desta comunidade. Fiquei sem entender o motivo da insatisfação dele, pois cada comunidade sempre foi independente.


A pessoa que havia criado esta campanha, ao ver que seus esforços não iriam adiante, que a comunidade não tinha mais autonomia e que os fundos seriam encaminhados para outros fins (que não eram a compra de materiais para a reforma, mas para pagamento de aluguel), acabou se desgastando e se desligou da mesma.


E ele ainda mentiu a todos que as doações só tinham sido feitas por causa da "atuação" dele, o que não era verdade.


Não, não foi não.


Eu e outra pessoa doamos porque acreditávamos no potencial daquela comunidade, que já era ativa muito antes do ventura "atuar" nela. Em momento algum pensamos em "atuação". Eu não me prontifiquei a fazer minha humilde doação por causa de atuação nenhuma dele, mas porquê aos meus olhos, a razão da campanha era justa. E se em vez de discutirem se o valor arrecadado deveria ser usado para reformas ou pagar o aluguel, bastava terem feito outra campanha e eu teria doado novamente. O uso de meu nome para convencer as pessoas que eu me prontifiquei a doar por causa de "atuação" dele é uma mentira.


Chegaram os Dias Austeros e quando perguntei a esta pessoa que havia criado a campanha como foram os serviços religiosos, a mesma me disse que não tinha sido convidada para participar.


Agora… estamos falando aqui de uma pessoa que há muitos anos se dedicou a comunidade que pertencia de corpo e alma, que ao meu ver, era o cérebro que liderava o pessoal. Não há nenhuma justificativa válida para que tal comunidade, que usufruiu tanto dos serviços desta pessoa, deixassem de convidá-la para os Dias Austeros…as Grandes Festas… fiquei chocada com a falta de humanidade e senso de judaísmo.


“Misteriosamente” TODAS as pessoas desta comunidade que mantinham contato comigo "sumiram". Nem mais um “oi”. Eu notei, mas nada falei e nem procurei ninguém, fiquei somente a observar.


Mas Hashem tudo vê… com a saída de tal pessoa da liderança, e comunidade começou a se esvanecer, contendas começaram a surgir e acabaram perdendo o tal prédio.





Outro fato que me deixou com muitas dúvidas foi quando as comunidades foram informadas, de surpresa, que as passagens de amsalem (e seu filho) foram compradas para que ele voltasse ao Brasil a fim de celebrar os serviços religiosos dos Dias Austeros (Rosh Hashaná e Yom Kippur) de 2017.


Isso causou um alvoroço entre as comunidades do Nordeste, pois NINGUÉM SABIA que teria que contribuir para o valor dessas passagens.


Todo mundo pensava que as mesmas teriam sido doadas, mas no final…surpresa…não foram doadas, e sem preparo ou aviso algum, mais uma dívida foi jogada sobre estas pessoas (muitas delas desempregadas), que ainda estavam pensando em como pagar pela dívida adquirida com a vinda do beit din dois meses antes + aluguel dos locais onde o beit din passou dois Shabbats (Cabedelo e Campina Grande) + despesas individuais de cada candidato + roupas para o casamento comunal + alimentação (carne/vinho/challot etc) + kit tefilin.


Abaixo o início da grande surpresa, quando um dos membros de uma das comunidades informa os demais que as passagens foram compradas e todos pensam que foi uma doação, mas...


E em vez de conforto, acusações dirigidas a quem estava reclamando dos valores e da falta de esclarecimentos prévios quanto a compra de tais passagens:



E quem participa do "movimento" até hoje me diz que nada mudou no tratamento dirigido a quem reclama de algo.



Sem a tarimba de r amsalem? Really? Mentira dirigida ao povo, difamação de um beit din, manipulação de informação e foco em valor financeiro em vez de Providência Divina.

Perguntei aos meus amigos, na época da compra dessas passagens em 2017, porquê não faziam uma campanha de arrecadação de fundos online em vez de ferrar (desculpe o palavreado, mas não há outra maneira de expressar a situação) com quem já estava atolado em dívidas, principalmente pessoas desempregadas. A resposta que obtive é que ninguém podia tomar atitudes SEM autorização do ventura e que ele jamais permitiria que os pedidos de ajuda financeira das comunidades anussitas viessem a público.


Então o pessoal pagou pelas passagens, estadia e alimentação (mais compensação pelo tempo que trabalharam no Brasil e não puderam exercer suas funções em Israel) do primeiro beit din, muitos compraram o tal “kit tefilin”, a muitos foi oferecida a compra de um tipo de certificado emitido pelo r amsalem que não possui nenhum valor legal (fui informada que custava US$100, mas ninguém me enviou recibo do mesmo, então não tenho certeza do valor cobrado), mais as despesas pessoais de cada candidato e sua família para viajar até onde o beit din estaria… e ainda recebem uma dívida surpresa que eram as despesas de r amsalem e seu filho para celebrar Rosh Hashaná e Yom Kippur, dois meses depois das conversões. Enquanto isso havia comunidade com muro caindo, outras com aluguel atrasado etc etc etc


Abaixo, foto do tal "certificado de anussim" que não possui nenhum valor legal, que nunca me foi esclarecido se foi realmente vendido a US$100 ou doado a quem quis uma cópia. Se foi mesmo vendido, eu, como co-proprietária de uma gráfica, esclareço que US$100 excede muito o valor do papel e impressão colorida...é um belo documento, de valor sentimental, mas repito, não possui nenhum valor legal e realmente deveria ser doado:




"Certificamos que (nome), portador do Passaporte (número)

Solicitou-nos uma investigação ára determinar suas origens. Por nossa parte (...) no reconhecimento dos descendentes das comunidades judaicas de Espanha e Portugal forçosamente desconectadas do nosso Povo um legado dos Profetas (veja Jeremias cap. XXIII) continuado em nossos tempos pelo primeiro Grande Rabino de Israel, o Rabino Ben-Zion Meir Hai Uziel.

Em base dos documentos apresentados pelo interessados em base ao estudo, entre outros, das suas costumes e das dos seus antepassados, sua genealogia e seus apelidos familiares através dos tempos, DETERMINAMOS, que o Sr/Sra (nome) é efetivamente descendente das Comunidades Judaicas de Espanha e Portugal, em afirmação do qual assinamos em baixo: (assinaturas)

17/7/2017"


A pessoa que me enviou cópia deste documento me garantiu que não apresentou nenhum documento de genealogia documental e que não comprovou nada que era anussita...se ninguém apresentou documentos (genealogia documental) e recebe (ou compra?) um certificado dizendo que apresentou tais documentos...well...temos um problema legal de grande porte...


Um adendo do qual até hoje não obtive uma explicação clara sobre o primeiro beit din ocorrido em 2017: este “kit tefilin/mezuza” que foi trazido de Israel pelo r Amsalem e vendido no Brasil a quem quisesse comprá-lo... como exatamente r Amsalem obteve tais kits? Foram dezenas, certo?


Me foi enviada a informação que tais kits teriam sido DOADOS pelo ISAS (Instituto de Estudos Anussitas da Universidade de Netanya). Isso nunca foi-me esclarecido com documentos e até hoje é um motivo de conversa entre muitas pessoas… Gostaria que isso fosse explicado COM DOCUMENTOS (recibos) de como foi a aquisição primária (em Israel) desses kits, assim tudo fica esclarecido sobre esse assunto.


Outro ponto que PESSOALMENTE (não tem a ver com halacha, mas com meus sentimentos) não gostei foi o fato de terem colado o número dos dados bancários SOBRE a Tefilat Haderech, que é a bênção dos viajantes. Que dessem outro papel ao pessoal que se converteu, na minha opinião, e deixassem esse santinho (lembrancinha) de eleições sem uso.


Se você tem um cartão desses, raspe o topo e verá a brachá. E se você fez a conversão com r amsalem no primeiro beit din e não sabe o que é Tefilat Haderech, eu acho que isso é um problema.


Outro fato que me colocou dúvidas sobre a direção que o movimento estava tomando foi que com a chegada de Sukkot no mesmo ano (2017), eu perguntei a algumas pessoas de uma outra comunidade como estavam os preparativos e só obtive palavras de desânimo e desconhecimento do que era exatamente Sukkot.


Em choque, perguntei se não haviam aprendido sobre o feriado nas aulas online do ventura, pois um curso deveria ter sido dedicado sobre as MUITAS explicações de como celebrar os Dias Austeros (Rosh Hashaná e Yom Kippur) e Sukkot.


Por fim, perguntei como fariam com as 4 espécies, se tinham onde comprar pelo menos 1 kit para a comunidade e me disseram que ninguém havia falado nada a respeito (e todos sabem que estes kits devem ser encomendados com antecipação)…triste e chocada, ajudei a comunidade a conseguir 1 kit e pedi discrição, já que não queria colocar ninguém em confusão. Com medo das respostas que iria obter, não perguntei a indivíduos de outras comunidades o quão estavam preparados para seu primeiro Sukkot.

Ao ver indivíduos afundados em dívidas (muitos dos quais desempregados) e sem um programa de estudo organizado, tive grande compaixão e tentei ajudar com o que podia: informação. Li uma vez, não lembro-me da fonte, que um ger tem compaixão do outro até a terceira geração (acho que porquê na quarta ninguém nem mais lembra que do gyiur de um dos bisavós), e realmente sinto isso.



SUGESTÕES NEGADAS Infelizmente não tenho o print, mas logo que o primeiro beit din foi embora pra Israel (julho de 2017), ventura postou na página dele (acredito que foi na página pessoal) um PEDIDO de que judeus que o apoiassem também ajudassem as comunidades. Eu escrevi um comentário dizendo que poderiam contar comigo e que ajudaria.


Eu sou – oficialmente - professora das leis de pureza familiar, tenho um belo diploma para comprovar, o qual não postarei aqui a fim de evitar que pilantras o copiem e enganem a inocentes. Embora a maioria das professoras de taharat hamishpacha cobrem pelas aulas (12 aulas com 1h cada, onde se discute hashkafa, halacha e vida pós-casamento segundo a luz da Torá), eu escolhi oferecer tais aulas na comunidade onde moro de forma voluntária, ou seja, gratuitamente, já que eu e meu marido trabalhamos.


Após essas 12 aulas, a professora de taharat hamishpacha SOME da vida das alunas, e só quando uma aluna a contacta, ela responde qualquer dúvida que possa responder ou quando a situação precisa de uma decisão haláchica, a professora encaminha a dúvida para um Rabino especialista nesta área ou a uma Yoetzet Halacha, que são mulheres treinadas pela midrashá Nishmat a fim de auxiliar este campo da vida judaica.


Tais aulas são dadas de forma privada, em total discrição. Ninguém sabe quem é a mulher que entrou em minha casa para aprender, e ninguém sabe quem sai. Discrição é necessária neste assunto. Pelo fato de eu voluntariar com tais aulas, uma vez tive 11 alunas em um curto espaço de tempo… e isso me esgotou fisicamente, pois é necessário muita energia para lidar com 11 mentes pensantes, cada uma com um tipo de dúvida, cada uma sendo tratada de forma individual.


Pois bem… perguntei a algumas mulheres casadas que haviam se convertido com amsalem sobre como estava sendo o ensino de taharat hamishpacha… e as informações que me deram foram mínimas… diga-se de passagem que muitas delas não possuem mikva (rio/mar) disponíveis em suas cidades… bom… é dose.


Perguntei a algumas pessoas quantas mulheres casadas haviam se convertido, me disseram que entre 30 a 40. Pela lógica, é impossível ensinar este número de mulheres, de uma forma responsável, de uma vez só! Então ESCREVI ao ventura, perguntando se ele queria ajuda no ensino de taharat hamishpacha às mulheres que quisessem aprender a mitzva sob o costume haredi, já que eu era professora e poderia ensinar algumas das senhoras casadas,e lhe enviei essa mensagem escrita (cobrir dados que possam identificar pessoas):




Ele disse em aúdio que não precisava, que a esposa dele tinha tudo sob controle. Eu não insisti, mas sempre deixei claro que se ela precisasse de ajuda, eu estaria disponível:



Algumas mulheres começaram a me enviar perguntas sobre este assunto …e eu criei coragem e perguntei mais uma vez ao ventura se a esposa dele precisava de ajuda unicamente nesta área, quando disponibilizei o link do post que fiz sobre R. Abergel:



Ele disse, em áudio, que não, que ela tinha tudo sob controle e que estava ensinando conforme o que r amsalem tinha dito. Fiquei feliz e vida seguiu adiante:




Agora essa terceira vez que ventura diz que eu ofereci minha ajuda no ensino de pureza familiar, eu não achei nenhum print ou áudio a respeito. Como eu me conheço e sei que como eu ofereceria mesmo, eu vou dar o benefício da dúvida e deixar o assunto como se tivessem sido mesmo 3 contatos meus sobre este assunto.


E frente as recusas, não mais toquei no assunto nem com ele, nem com a esposa dele, nem com as mulheres que me procuravam e muito menos com as comunidades porquê acreditei que realmente tudo estava sob controle.



A GOTA D'ÁGUA

Semanas depois, ventura deu um xilique no Zap porque UMAS 20 PESSOAS apareceram em sua aula online um certo dia e ele considerou este número muito baixo, e como represália, ele saiu de todos os grupos de WhatsApp que controlava. Foi um bafafá naquele dia, me enviaram vários prints da bagunça até que conseguissem que ele voltasse.


Perguntei a amigos porque poucas pessoas apareceram na tal aula e me disseram que elas eram repetitivas, aí o pessoal cansou e não apareceu


Neste dia, uma das comunidades disse que conseguiriam sobreviver com ou sem rabino (tal comunidade já existia há anos, para deixar claro) e foram altamente repreendidos pela “arrogância” de dizer que poderiam se virar sozinhos...foi uma novela mexicana nesse dia... e jacqueline sempre com suas palavras animadoras e cheias de incentivo (ou não?):


E repito, essa comunidades já existiam muito tempo antes dele se auto-declarar rabino de todas. E algumas faziam uns trabalhos bem legais.



BASTA

E com tudo o que descrevi acima (e mais coisas que não tenho paciência de mencionar), vendo que ventura não tinha nenhum plano de educar estas pessoas com um programa de ensino sólido, vendo que as comunidades perderam autonomia para agir, que o foco do “movimento” era INCHAR com pessoas sem preparo algum em vez de crescer de forma ordenada, que as pessoas que haviam se convertido não estavam recebendo o apoio que precisavam e que ventura estava tratando a todos como posse exclusiva dele, e que o pessoal estava sendo humilhado por palavras, decidi dar um basta do "movimento".


Então escrevi ao ventura uma longa carta explicando porque não via mais sentido em me envolver com o “movimento”, que não concordava com o que ele estava fazendo e que não tinha mais o desejo de continuar tendo amizade com ele e esposa (ocultei nomes para salvar a identidade de pessoas, e como editei as imagens na pressa, posso ter cortado algumas frases, mas se for necessário, volto a printar e posto tudo na íntegra, obviamente sem revelar a identidade das pessoas). Desculpem os erros de português, escrevi na emoção:








Eu já tinha parado de seguir a ssf meses antes.


Bloqueei os dois e por muito tempo, não toquei mais no nome de ambos. Minha intenção era bloquear somente ele, não a esposa. Ela ainda me mandou um áudio, mas eu nunca o abri. Por fim, a bloqueei também.




A APOSTILA QUE NUNCA ACONTECEU Ao receber reclamações de que seus cursos online não seguiam nenhum programa, sugeri a um Rabino que morava em Israel e conhecia o ventura a lhe convencer de criar uma apostila com princípios básicos de Judaísmo, para que ele mostrasse aos alunos um programa mais sólido, assim todos saberiam o que iriam aprender e se preparariam melhor para as aulas.


Tal apostila poderia tanto ser usada por quem já tinha se convertido (pois estas pessoas não tiveram um curso de conversão), quanto para novos alunos.


Este Rabino gostou da ideia, mas ventura nunca confirmou a este Rabino se faria a apostila (até hoje nunca fez).


Em teoria, os temas da apostila seriam escolhidos pelo ventura e este Rabino que conhecemos, eu ajudaria na tradução de textos (inglês-português) e na sugestão de temas (já que fiz dois cursos de conversão, experiência tenho nesse assunto), o Rabino que conhecemos faria a revisão do texto e ventura distribuiria as apostilas GRATUITAMENTE a quem ele quisesse e então ele daria as aulas seguindo uma agenda de ensino mais organizada. Mesmo sem falar com ventura, eu ainda visava o benefício que as pessoas teriam com essa apostila.


Em teoria, tudo seria lindo, mas na prática, a ideia não foi aceita.


Por muito tempo insistimos, eu e este Rabino cujo nome não irei revelar, para que ventura fizesse essa apostila, até mesmo quando cessei completamente contato com ventura e ele pediu para que este Rabino intercedesse a fim de eu voltar a apoiar o “movimento” e o trabalho dele, eu disse que não apoiaria “movimento” nenhum e não reataria contato com o casal ventura se tal apostila não fosse feita, porque sem um sistema organizado de ensino, ninguém aprenderia nada e o trem sairia dos trilhos cedo ou tarde…mas não teve jeito. Sugestão não aceita.


E o tempo passou…

E o tempo passou e eu não mais mencionei ventura.


E foi quando as histórias mais cabeludas do “movimento” começaram a chegar. Indivíduos de diversas comunidades tiveram a coragem de abrir o coração comigo, contando-me o que haviam visto e ouvido. Muitas… muitas histórias cabeludas…muito desrespeito.


Como não possuo áudio (não gravo ligações telefônicas) e nem posso revelar prints destas pessoas, pois isso colocaria a identidade delas em risco, eu só lhes ofereci meu apoio incondicional. Enquanto isso, ventura perdia totalmente a razão em seus vídeos diários…eu não acompanho tais vídeos, mas quem acompanha sempre me manda um vídeo ou outro de seus momentos mais polêmicos, onde incita o ódio das pessoas contra a comunidade judaica brasileira e sua liderança.


Não vou passar a mão na cabeça de ninguém. Há pontos da comunidade judaica brasileira e da liderança da mesma que são mesmo bem repreensíveis, e alguns posts meus eu mesma já a critiquei em 3 ou 4 vezes. Mas uma coisa é criticar esporadicamente, outra é repetir continuamente e exagerar a razão das críticas, isso é DOUTRINAR


Hoje em dia, devido ao tsunami de pessoas se auto-proclamando anussitas, muitas das quais são cristãs-messiânicas e outras adotando um discurso de ódio contra a comunidade judaica, muita coisa mudou no Brasil até mesmo em comunidades liberais. Por exemplo, hoje, 2019, se eu ligasse na sinagoga onde fiz minha primeira conversão, não teria mais a oportunidade de ser entrevistada pelo rabino, pois agora exigem que potenciais candidatos a conversão apresentem referências de alguma pessoa judia que frequente a mesma. Essa decisão é nova e apesar de não gostar dela, eu entendo perfeitamente os motivos pelas quais ela foi criada.


CARTA AO AMSALEM Algumas pessoas que tinham reclamações sérias a fazer me contactaram a fim de elaborar uma carta ao r amsalem, contando as crises que muitas das comunidades estavam passando e as pressões emocionais e financeiras que as pessoas estavam sofrendo. A carta foi feita e meu trabalho foi apenas traduzi-la para o inglês (caso ele fale inglês) e francês, que é a língua materna dele.


A carta foi enviada, na esperança de que ele daria uma resposta de apoio e solidariedade àqueles que ele mesmo converteu. Well… ele nunca respondeu. Fingiu que nunca recebeu nada. E nada foi feito.


Ele, r amsalem, sabe sim de tudo o que acontece no Brasil, sabe das queixas, das pressões, da falta de ética, dos ensinamentos errôneos que as pessoas recebem do ventura em várias áreas, r amsalem sabe de absolutamente tudo. Mas… escolheu não responder.




R. Abergel Muita gente me pergunta se R. Abergel também sabe o que está acontecendo e eu sempre digo que tenho a certeza que não, pois…quem contaria? R. Abergel só sabe o que r amsalem e ventura dizem pra ele. Pra mim, R. Abergel que se aposentou em Maio de 2018, não tem ideia de tudo o que se passa.




AS MENTIRAS DE VENTURA

O “movimento” começou a DEPENDER de mentiras para continuar inchando. Muita gente me pergunta porquê a comunidade judaica não repreende o ventura, e eu respondo "Quem teria paciência de desmentir tudo formalmente, citando fatos um a um, para validar uma repreensão? Ninguém. Nem eu."


O nível de mentiras para atrair pessoas chegou a tal ponto que seria necessário um livro para desmentir tudo...vou dar uns poucos exemplos:



A Torá de 800 anos? Mentira. Uma Torá do tempo das CRUZADAS não estaria sendo usada por pessoas comuns, estaria em um museu. Novamente, falta consistência, porquê em um momento a Torá tem 500 anos, no outro, 800...


Acima, descrita com 800 anos.


Neste vídeo, ela já muda e tem 500 anos:




Aos 49 minutos desse vídeo, agora ela já tem MAIS de 800 anos, ou seja, seria assim datada de ANTES de 1219, quando a Espanha ainda estava sob domínio islâmico, talvez escrita enquanto Maimônides vivia (1135-1204) : https://www.facebook.com/sinagogasemfronteiras/videos/1795182673912783/


500 ou 800 ou MAIS de 800 anos? E onde foi escrita, já que se a idade correta for 500 anos, ela teria sido escrita em 1519, quando todos os judeus da Península Ibérica já tinham sido forçadamente convertidos há mais de 20 anos e não era fácil escrever um Sefer Torá sob tal condição.


r amsalem parlamentar? Mentira. Essa nomenclatura foi usada a torto e a direito a fim de atrair pessoas. Até mesmo um jornal do Espírito Santo escreveu uma matéria sobre ventura e suas comunidade por lá, descrevendo r amsalem como parlamentar.


O que é um parlamentar? “Pessoa que faz parte de um parlamento, assembleias ou câmaras legislativas, geralmente dos governos regidos pela Constituição: os parlamentares brasileiros.” “Aquele ou aquela que ocupa um cargo eletivo dentro do poder legislativo.” https://www.dicio.com.br/parlamentar/ https://www.dicionarioinformal.com.br/parlamentar/


r amsalem não possui mais cargo parlamentar, ou seja, não é mais um membro do Knesset desde 2009, quando foi desligado do partido político Shas por diferenças ideológicas.


Ao sair do Shas, ele criou seu próprio partido chamado Am Shalem e tentou concorrer as eleições de 2013 (https://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4056659,00.html), mas perdeu e não conseguiu colocar nenhum de seus representates no Knesset. Posteriormente, r amsalem foi criticado por aliados por ter traído os ideais de unidade que pregou ao criar o Am Shalem, focando somente em eleitores sefaraditas que estavam cansados do Shas (https://blogs.timesofisrael.com/uninvited-from-the-party-am-shalem-betrays-anglos/)


Posteriormente se filiou ao partido políticico Bayit Yehudi (Lar Judaico, o partido da Ayelet Shaked), mas acabou saindo (http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/238243 ). Representantes do partido jamais esclareceram os reais motivos pelos quais ele saiu. A mídia ficou somente com a versão de amsalem.


E agora em 2019, ele se filiou a outro partido, o Zehut, cujo líder colocou como carro-frente de campanha a liberação da maconha para fins recreativos em Israel. E perderam. Lista de candidatos do partido Zehut: (https://www.timesofisrael.com/ex-shas-mk-economist-anti-vaxxer-whos-on-feiglins-pro-cannabis-zehut-list/)


Na minha cabeça… que gosta de pensar… o potencial de eleitores brasileiros, caso suas conversões consigam trazer tais brasileiros a Israel é bem alto. Sempre clamando que há milhões de anussim no Brasil… numa realidade alternativa em que esses milhões se mudassem pra Israel, qualquer um que alcançasse graça aos olhos desses eleitores seria eleito Primeiro Ministro vitalício. Mas isso é só minha imaginação correndo solta…



Abandono total aos anussim por parte da comunidade judaica? Mentira. Por muitas e muitas vezes ventura gritou em seus vídeos sobre um tal mapeamento que alguém da comunidade judaica (ele nunca revelou o nome publicamente) teria pedido para ele fazer das comunidades anussitas. Não só gritou a respeito, mas doutrinou aos seus seguidores a pensar que “quem faz mapeamento é inimigo”… nada mais longe da verdade.


O mapeamento daria uma ideia de quantas comunidades existem, quais condições estão e quantos membros possuem.


Na época, não sei se havia algum plano de ação por parte de quem pediu tal mapeamento, mas acredito que o mesmo deveria ter sido feito. Mais uma vez, com medo de perder a autonomia e controle sobre estas comunidades, ventura as isolou e não permitiu que fossem mapeadas/cadastradas.


Essa ideia de que ventura deseja isolar todas as comunidades que ele acha que são dele das instituições judaicas que ele não é visto como “a última estrela salvadora” não é uma ideia nova. Não há nenhum desejo da parte dele de aproximar tais comunidades anussitas da comunidade judaica oficial brasileira e as mesmas estão proibidas de entrarem em contato com a CONIB ou o ISAS (Institudo de Estudos de Bnei Anussim da Universidade de Netânia), assim como estão proibidos de contactarem rabinos que se opõem ao “movimento”.


Isso é coerção da pior espécie, além de fechar definitivamente qualquer chance de aproximação entre os anussim e a CONIB. Eu sei que a coisa em SP é dose, mas há judeus muito legais lá que gostariam de se aproximar do pessoal, e sei que a comunidade judaica do RJ é bem mais aberta que a de SP. Então por quê falar só de ódio?.





Quando ventura espalhou aos 4 ventos da internet sobre uma comissão que não foi paga a ele após intermediar uma doação de 3 milhões de dólares, acusando o ISAS de roubo? MENTIRA



Eu reclamei dessa mentira na minha página de Facebook, e várias pessoas entenderam que isso era mentira, até mesmo porque existe algo no Brasil chamado COAF:



Perguntei ao ISAS onde exatamente estava esta imagem e que doação teria sido essa. Levou dias para que uma funcionária do ISAS encontrasse uma foto ANTIGA de ventura, de uma viagem que ele e alguns anussim fizeram a Israel ANOS atrás, onde foram assistir palestras no próprio ISAS. Tal foto caiu no esquecimento de todos, menos do ventura.


E o ISAS, como resposta da calúnia, emitiu essa carta explicando que tal doação nunca foi feita e que acusar-lhes de roubo era errado:




E aí, como num passe de mágica, ventura viu que era melhor fingir que nunca tinha falado nada e parou de mentir sobre esse falso roubo de comissão que ele ganharia em cima do movimento anussita. Cá entre nós...5% de 3M são 150 mil...




Mentiras sobre minha pessoa Ah... se ele escreve isso em público, vai lá saber as difamações e injúrias que ele fala sobre mim em seus grupos de WhatsApp ou quando visita as comunidades… sem falar nos trocentos vídeos que fala, fala e fala mal de mim, inventando mentiras e mais mentiras, mas covardemente nunca fala meu nome explicitamente.


Nessa postagem dele datada de julho de 2018, quando eu estava de férias em Israel, ele:

1. mente ao dizer que eu quis me colocar como assistente dele.


2. fala a verdade porque eu disse mesmo PROPOSITALMENTE num grupo de WhatsApp que possui um garoto de recados do ventura que ele e mulher faziam Jihad contra kissui rosh. E quem é dessas comunidades anussitas a um tempo sabe que é verdade.




3. mente ao dizer que eu disse (eu teria dito isso a quem exatamente?) que mulheres eram obrigadas a assinar um termo de proibição de uso de kissui rosh. Essa é uma mentira enorme. O que houve é que nesse mesmo grupo de WhatsApp eu perguntei se era verdade que pessoas tinham que assinar um termo de fidelidade a ele, o que é extremamente problemático, se for verdade. Eis a conversa, O QUADRO VERDE sou eu perguntando (e depois fui cortada do grupo por confrontar atitudes de ventura):


ATUALIZAÇÃO: Um dia após a publicação deste post, recebi uma cópia do tal termo de compromisso de uma fonte que prefere permanecer anônima. O teor do documento é diferente do que eu havia imaginado, mas mesmo assim, em vez de me refutar com a verdade, ventura preferiu dizer PUBLICAMENTE e mais de uma vez que eu o havia acusado de que ter feito um termo para que mulheres fossem proibidas de usar kissui rosh. A maioria das pessoas que assinou tal documento não ficou com uma cópia do mesmo.






4. Mente quando diz que eu me coloco como ensinadora de Torá, porque eu NUNCA disse ou escrevi tal coisa. Como está bem descrito no meu blog, eu sou uma PESSOA COMUM que fala de coisas comuns, e como minha vida é cercada de preceitos da Torá, obviamente eu falo da Torá. E sempre que alguém chega na minha página querendo me tratar com algum título, eu peço para que parem na hora, porque sou só uma pessoa comum e não uma educadora.




1. Ele mente porque nunca disse ou escrevi em lugar algum que queria ser "orientadora" NO LUGAR da mulher dele. E de desconto, mente quando diz que eu o ataco em todas as oportunidades, porque se eu fosse refutar por escrito cada bobagem que ventura fala ou escreve EM PÚBLICO pelo Facebook, não teria tempo de fazer mais nada em minha vida... eu só me manifesto quando a bobagem ultrapassa todos os limites do bom senso, como mandar judeus para Auschwitz, ensinar ódio às pessoas, acusar o ISAS de roubo...e eu acho que é só...se não for, que PROVEM o contrário.


Quando fiz meu post reclamando do vídeo que ele menciona Auschwitz, ele entra em minha página de Facebook e escreve as seguintes mentiras, por isso o bani IMEDIATAMENTE, porque não deve-se negociar ou perder tempo com mentirosos:


1. Eu não sei se ventura tem noção da difamação que é dizer agora que o que eu queria era ser "primeira-dama" do movimento... isso é uma mentira e uma difamação sem tamanho.

2. ele mente ao dizer que eu queria TOMAR o lugar da mulher dele. PROVE, SEU COVARDE MENTIROSO.


3. ele mente ao dar a ideia de que eu passei a ataca-lo porque não teria conseguido me tornar primeira-dama, tomando o lugar da mulher dele.


4. ele mente ao dizer que eu fiz difamações (no PLURAL) em grupos fechados (NO PLURAL, dando a ideia de que eu teria difamado em VÁRIOS grupos), quando ele mesmo tem o print que coloquei acima, onde eu PERGUNTEI se o documento atestando fidelidade a ele é real ou ficção. QUAIS são esses grupos, ventura? Cadê os prints? PROVE. Grupos pra difamar alguém... me economize, não sou você.


5. mente novamente ao dizer que eu o "difamei" com a tal história do documento que proíbe mulheres de cobrir os cabelos. Mentira acima de mentira.


E...constantemente, me chama de moça, com o claro propósito de desmerecer minha posição de mulher casada e sabendo que não tenho filhos, mais uma vez faz chacota de minha condição (como já fez em vídeos, que eu sei, você pode mentir para as pessoas, ventura, mas não pode mentir pra Hashem, Ele sabe tudo), o que é uma MONSTRUOSIDADE não só no Judaísmo, como em qualquer religião ou em qualquer lugar onde pessoas tenham senso de humanidade. Você é um MONSTRO, ventura, um monstro. Você será consumido por você mesmo.


6. Recado ao jovem desinformado que parabeniza as mentiras de ventura: Jovem, "restauração das tribos"? Tribos perdidas são as 10 tribos perdidas, sacou? Gad, Menashe, Ruben, Asher, Naftali, Zebulun, Issachar, Efraim, Dan e Simeão. Essas são as tribos perdidas. Bnei anussim não é uma tribo perdida.



AS IRÔNICAS SEDES EM SÃO PAULO Enquanto comunidades no Nordeste tem dificuldade de se auto-sustentar e não há NENHUM plano de formar Rabinos para estas comunidades, um aluguel de R$19.000,00 era gasto em uma mansão da ÁREA NOBRE de SP. Mas o “judaísmo raíz” não está nas favelas? Well… acho que não, certo?


Sempre que eu vejo uma casa grande me pergunto: quem vai limpar tudo isso? 12 quartos? Claramente alguém trabalhava muito na limpeza, espero que o salário pago a tal pessoa seja deveras competitivo. Estaria o(a) proprietário(a) deste grande imóvel sendo difamado(a) pelo ventura? Caso esteja, não me surpreenderia nem um pouco...e a esse ponto, não surpreenderia a nenhum de vocês que estão lendo este post.


E agora se mudarão para uma segunda sede, que é uma casa...tudo bem que pode ser usada para fins comerciais, mas novamente, é uma casa, um sobrado, como descrito pela imobiliária. Por quê não alugar um prédio comercial com várias salas e cozinha? Alguém pretende morar ali? Enfim... quem vai que tire suas próprias conclusões.


Primeira sede:




Segunda sede, cujo valor foi fechado em R$8.000,00, "incluindo IPTU, mais os custos de eletricidade, manutenção e etc" (e vale lembrar que sou paulistana, e tenho muitos amigos em SP...gente que está mais perto de você do que você imagina, por isso sei das coisas ;)


Eu poderia escrever muito mais, mas acho que já esclareci e desmenti muitas coisas.


A quem se envolveu com ventura, eu deixo o meu lamento e solidariedade.


Não vejo um bom futuro para este “movimento”. Mesmo que amsalem fosse eleito e se tornasse um parlamentar hoje, seria só uma voz no Knesset ao seu favor, contra trocentas que não acham o caso dos anussim uma prioridade. Antes de enviar qualquer anussita a Israel, o governo tem que lidar com a separação de famílias etíopes, e tentar trazer da Etiópia, membros da comunidade Beta Israel.




O QUE ACHO QUE VAI ACONTECER COM O ventura?

Aqueles que querem tomar posse de pessoas, podem até conseguir por um tempo, mas no final essas pessoas o deixam. Ele será consumido por ele mesmo.




MINHA MENSAGEM AOS ANUSSIM

Em primeiro lugar, vejo muita gente querendo fazer parte do povo judeu e pouca gente querendo se comprometer a uma vida de Torá e cumprimento de mitzvot.


Espiritualmente falando, enquanto o "movimento" não se alinhar ao cumprimento de mitzvot, a misericórdia divina não será vista com tanta frequência. EXIJAM um programa de ensino organizado. PAREM de contribuir financeiramente para qualquer outra causa que não seja a construção de uma mikvah em cada comunidade. Segundo a Halacha, uma comunidade deve vender até mesmo seu Sefer Torá e a própria sinagoga para a construção de uma mikva. Prioridade é prioridade. Suspeito que o alicerce religioso da comunidade de Timbau não foi feito com ventura, para terem chegado onde chegaram.


Em segundo lugar, já disse e vou repetir: aprendam com a comunidade de Bello, na Colômbia. Cada comunidade (ou grupo de comunidades de uma região) deveria escolher um homem, batalhar para juntar dinheiro e envia-lo a Israel a fim de que o mesmo estude a fim de ser um Rabino que segue o rito sefaradita. Tal homem, agora um Rabino respeitado com semicha em Kashrut, Hilchot Shabbat (eiruv, rezas, feriados etc), Hilchot Nida (mikva, conversão, casamento e circuncisão), Hilchot Aveilut (leis de sepultamento e assuntos relacionados a este tema), etc etc etc, voltará a sua comunidade e os ensinará conforme o que aprendeu na yeshiva onde estudou, com o auxílio de seus professores (pois o contato entre estudante e professores nunca é rompido).


Como é possível que tenham como pagar R$20k em um prédio (uma residência de luxo que podia ser usada para fins comerciais) em SP, depois R$8k em outra casa em SP, mais $ dedicado a passagens de ventura pelo Brasil afora, mais isso e aqui e não conseguem juntar dinheiro para bancar um rapaz numa yeshiva para que volte como Rabino de uma das comunidades e os guie conforme o rito Espano-Português ou rito Marroquino?????? Vocês ficarão sempre dependentes de uma pessoa só????? Isso é realista????? É algo sábio????


Formar um (OU MAIS) Rabino(s): É um plano de benefício a LONGO prazo, mas um plano que trará um crescimento saudável a todas as comunidades.


Conheçam a comunidade de Bello: https://www.vidapraticajudaica.com/single-post/2018/07/19/A-Hist%C3%B3ria-da-Comunidade-de-Bello


Continuar nesse perpétuo estado de “quantidade é melhor que qualidade”, procurando inchar a todo momento com novatos enquanto os veteranos das comunidades se afastam aos poucos só vai aumentar o nível de confusão entre vocês e a infiltração de mais e mais messiânicos.


E em terceiro lugar, sejam humildes. É muita gente batendo no peito, arrogantemente se sentindo superior ao resto da humanidade...não é por aí. Hashem tem repulsa a arrogância..


O termo BNEI ANUSSIM foi criado na ALEMANHA, pelos judeus de lá, durante a Primeira Cruzada (1096 da Era Comum) e não séculos depois, durante a Inquisição Espanhola.


Durante as Cruzadas, que começou uma onda de destruição da comunidade judaica de Ashkenaz (Alemanha), os cruzados destruíram comunidades judaicas inteira, TODAS as yeshivas da Alemanha foram destruídas e muitos foram convertidos a força.


Seriam estes anussim (forçados) e os bnei anussim (filhos dos forçados) ainda judeus?


O desejo destes indivíduos de retornar a comunidade judaica causou muitos debates entre sábios da Idade Média. A yeshiva de Rashi, na França, foi a única restante em toda a Europa após a destruição das comunidades judaico-alemãs vítimas da Primeira Cruzada, e ele certamente lidou com alguns destes casos.


No final, alguns destes anussim alemães voltaram a se integrar na comunidade judaica, mas muitos (principalmente os que foram forçados a se converter ainda crianças) não tiveram a mesma oportunidade.


Cresçam de forma ordenada, focando na qualidade em vez de quantidade.


E por agora, é só. Kol tuv,



Esther

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